Saks, ícone do luxo nos EUA, entra com pedido de recuperação judicial

Saks anuncia recuperação judicial nos EUA para enfrentar dívidas bilionárias e reestruturar operações.
14/01/2026 às 11:48 | Atualizado há 22 horas
               
LVMH, Chanel e dona da Gucci estão entre os principais credores destacados. (Imagem/Reprodução: Investnews)

A Saks Global Enterprises, dona das lojas Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus, entrou com pedido de recuperação judicial no Texas para lidar com dívidas altas e prejuízos crescentes.

A empresa tem grandes credores como LVMH, Kering e Chanel, com uma dívida de US$ 136 milhões só para a Chanel, e anunciou a nomeação de novo CEO e um financiamento de US$ 1,75 bilhão para reestruturação.

As operações continuarão abertas durante o processo, que inclui pagamento a fornecedores e salário dos empregados, visando a manter a liquidez e ajustar a empresa diante dos desafios do mercado de luxo.

A Saks Global Enterprises, responsável pelas lojas Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus, entrou com pedido de recuperação judicial (Chapter 11) no Texas para enfrentar dívidas elevadas e prejuízos crescentes. A lista de credores inclui grandes nomes do setor de luxo, como LVMH, Kering — proprietária da Gucci — e Chanel, sendo que a dívida com a Chanel chega a aproximadamente US$ 136 milhões.

O conglomerado de luxo LVMH é credor de cerca de US$ 26 milhões, enquanto a Kering deve receber US$ 60 milhões. A empresa informou que a quantidade de credores varia entre 10 mil e 25 mil, indicando a escala do desafio financeiro enfrentado.

Em comunicado, a Saks anunciou a nomeação de Geoffroy van Raemdonck, ex-CEO do Neiman Marcus, como novo CEO, ressaltando planos de reestruturação e foco em investimentos estratégicos de longo prazo. A companhia assegurou US$ 1,75 bilhão em financiamento, incluindo US$ 1,5 bilhão de um grupo ad hoc de detentores de bonds seniores.

O financiamento de US$ 1 bilhão, após aprovação judicial, permitirá liquidez para operações e reestruturação, com mais US$ 500 milhões disponíveis ao final do processo, previsto para este ano. As lojas permanecerão abertas, e a empresa garantirá pagamentos a fornecedores, salários e benefícios.

Este pedido de recuperação judicial segue um período difícil para a empresa, que, após levantamento de novas dívidas, teve queda de 13% na receita no segundo trimestre de 2025, impactada por desafios na gestão de estoques e na adaptação do mercado de luxo, com as marcas vendendo diretamente ao consumidor.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.