As empresas Samsung e SK Hynix planejam diminuir a fabricação de chips NAND usados em SSDs para concentrar esforços na produção de memórias DRAM destinadas a data centers e aplicações de inteligência artificial. Essa mudança se deve à maior lucratividade e demanda por DRAM, conforme reporta o site Chosun Biz.
Essa decisão deve causar alta nos preços dos SSDs para o consumidor final, especialmente no varejo, e possivelmente escassez de produtos. No Brasil, já há aumento significativo nos valores dos SSDs, que podem continuar subindo até o mercado se estabilizar, afetando principalmente usuários finais e pequenas empresas.
As gigantes Samsung e SK Hynix devem reduzir a fabricação de chips NAND usados em SSDs para focar na produção de memórias DRAM destinadas a data centers. Essa mudança busca atender à crescente demanda impulsionada pela inteligência artificial (IA) e otimizar os lucros dessas empresas, segundo o site Chosun Biz.
Com a alta lucratividade no mercado de DRAM, as fabricantes já diminuíram a previsão de envio de chips NAND para clientes, porém, essa redução não deve impactar o abastecimento dos data centers. No entanto, o mercado consumidor, especialmente o varejo de SSDs, poderá enfrentar escassez e elevação de preços nas próximas meses.
Os novos aceleradores Vera Rubin da Nvidia, por exemplo, projetados para IA, vão consumir milhões de terabytes de memória NAND até 2027, reforçando a importância dos SSDs industriais. Fabricantes como Micron também planejam focar em chips voltados para servidores, deixando o consumidor final em segundo plano.
No Brasil, já é possível notar o aumento significativo nos preços dos SSDs, que chegam ao dobro do valor em relação ao ano anterior. Relatórios indicam que o custo da memória NAND deve subir entre 33% e 38% no primeiro trimestre de 2026, com aumentos contínuos previstos em trimestres seguintes, até a estabilização do mercado.
Com a demanda crescente por memórias de alta capacidade para servidores e IA, a escala global de produção e os preços do NAND no varejo sofrerão impacto direto, tornando os dispositivos mais caros para o consumidor final.
Via TecMundo