No último sábado, o Senado dos EUA deu o aval para iniciar o debate sobre o Projeto de Trump, uma proposta que visa promover cortes de gastos e impostos. A aprovação não foi fácil, enfrentando uma série de obstáculos e manobras políticas, com os democratas tentando, sem sucesso, adiar o avanço da legislação. A votação apertada, com 51 votos a favor e 49 contra, revela a divisão em torno das prioridades econômicas e sociais do governo.
A tramitação do projeto envolveu intensos debates e estratégias de ambos os lados. Os democratas expressaram preocupações quanto aos potenciais impactos negativos para os americanos de baixa renda, argumentando que os cortes de impostos beneficiariam desproporcionalmente os mais ricos. Eles chegaram a exigir a leitura integral do texto no plenário, numa tentativa de prolongar a discussão e ganhar tempo para mobilizar apoio contra a proposta.
Senadores republicanos também demonstraram resistência, com alguns votando contra a abertura do debate. Thom Tillis e Rand Paul se destacaram ao questionar aspectos específicos do Projeto de Trump, como os cortes no programa de saúde Medicaid e o aumento do limite de endividamento federal. A postura de Tillis, em particular, atraiu críticas do ex-presidente, que manifestou seu descontentamento nas redes sociais.
A análise do Comitê Conjunto de Impostos apontou que as medidas tributárias do Projeto de Trump poderiam reduzir a receita do governo em US$ 4,5 trilhões na próxima década, elevando ainda mais a dívida pública. Elon Musk, também se manifestou contra a legislação, criticando o fim das isenções fiscais para veículos elétricos, o que impactaria diretamente sua empresa, Tesla.
O andamento do Projeto de Trump no Senado promete gerar ainda mais discussões e controvérsias, com potencial para remodelar a economia americana. A expectativa é de que os debates se estendam por vários dias, com a possibilidade de emendas e alterações no texto original. O resultado final poderá ter um impacto significativo nas políticas fiscais e sociais do país nos próximos anos.
Via Forbes Brasil