Simulador desenvolvido por USP ajuda a analisar risco de impeachment no Brasil

Simulador com IA da USP avalia riscos de impeachment com análise da popularidade presidencial e apoio do Congresso.
28/01/2026 às 11:42 | Atualizado há 1 semana
               
USP une física e ciência política com redes neurais para estudar impedimentos. (Imagem/Reprodução: Redir)

Pesquisadores da USP criaram um simulador baseado em inteligência artificial para avaliar os riscos de impeachment no Brasil. O sistema utiliza redes neurais que analisam a popularidade do presidente e o apoio dos parlamentares no Congresso Nacional.

O simulador traduz dados complexos da política brasileira em indicadores simples, simulando decisões que refletem a estabilidade do governo. Casos históricos, como os impeachments de Collor e Dilma, são usados para validar o modelo.

Apesar de não incluir dados completos da gestão atual, o projeto representa avanço no uso da IA para compreender tensões entre Executivo e Legislativo e pode ser base para futuras análises da democracia brasileira.

Pesquisadores da USP desenvolveram um simulador com inteligência artificial que visa entender os riscos de impeachment no Brasil. O sistema utiliza redes neurais para analisar dados de popularidade do presidente e apoio do Congresso Nacional. Essas variáveis são consideradas essenciais para avaliar a estabilidade política.

O simulador funciona por meio de redes neurais que interagem e avaliam a confiabilidade das informações recebidas. Essa estrutura matemática permite criar um “jogo” que simula o funcionamento da democracia brasileira, atribuindo custos e benefícios às decisões de apoio ou discordância entre o presidente e grupos parlamentares.

O modelo gera um diagrama que indica o risco de impeachment conforme o nível de popularidade do presidente e seu suporte no Congresso. Casos históricos, como os impeachments de Fernando Collor de Mello e Dilma Rousseff, cruzaram a chamada “zona de perigo” nesse gráfico, enquanto os mandatos de Lula e Fernando Henrique Cardoso permanecem fora dessa fronteira.

A ferramenta se destaca por condensar dados complexos em indicadores simples, possibilitando análises que vão além das tradicionais pesquisas eleitorais. Os pesquisadores buscam aplicar o modelo para ampliar o entendimento e até prever crises presidenciais, tendo em vista a independência dos mandatos presidencial e legislativo no Brasil.

Atualmente, o sistema não inclui dados completos da gestão de Jair Bolsonaro, devido a limitações das bases de dados usadas. Mesmo assim, o projeto demonstra avanço no uso da inteligência artificial para analisar cenários políticos complexos combinando física e ciência política.

Essa abordagem inovadora pode servir de base para futuras ferramentas que ajudem no acompanhamento da saúde da democracia brasileira, acompanhando as tensões entre executivo e legislativo.

Via Folha de S.Paulo

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