SLC Agrícola pode ampliar modelo de parceria com BTG dependendo do sucesso atual

SLC Agrícola avalia ampliar parceria com BTG após sucesso do modelo atual para financiar projetos de irrigação.
07/11/2025 às 17:42 | Atualizado há 5 meses
               
Parceria com BTG
BTG Pactual aporta R$ 1 bi para impulsionar investimentos em irrigação no país. (Imagem/Reprodução: Forbes)

A SLC Agrícola, uma das principais produtoras brasileiras de grãos, estuda replicar a parceria firmada com o BTG Pactual, conforme declarações do CEO Aurélio Pavinato. A continuidade do modelo depende do sucesso da estratégia atual, que foi criada para reduzir dívidas e otimizar investimentos.

O acordo envolve aportes financeiros que serão aplicados principalmente em projetos de irrigação, com a SLC contribuindo com ativos, como a Fazenda Piratini, na Bahia. A estratégia foi firmada em um contexto de juros altos para melhorar a alavancagem da empresa.

A expansão do modelo pode abrir novos caminhos para a companhia, que visa aumentar sua área irrigada e agregar maior rentabilidade às plantações. A SLC também projeta crescimento na área de algodão, apesar dos desafios com preços e custos elevados, buscando aproveitar condições climáticas favoráveis para a safra.
A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos e oleaginosas do Brasil, está considerando replicar seu modelo de parceria com fundos do BTG Pactual. A decisão dependerá do sucesso da estratégia atual, que visa reduzir a necessidade de emissões de dívidas, conforme informou o CEO da companhia, Aurélio Pavinato. Embora otimista, o executivo ressalta que a replicação não será automática e dependerá de diversos fatores ainda a serem avaliados.

Pavinato destacou que o acordo existente com o BTG Pactual atende às expectativas da empresa e de seus investidores no momento. Os acordos em vigor envolvem aportes de aproximadamente R$ 1 bilhão, que serão direcionados para investimentos estratégicos, com foco especial em projetos de irrigação. A SLC Agrícola, por sua vez, contribuirá com ativos para as sociedades criadas com os fundos, incluindo a Fazenda Piratini, localizada na Bahia.

A formalização do modelo de parceria com BTG ocorreu em um período de taxas de juros elevadas, em que a SLC busca otimizar sua alavancagem após aquisições significativas. Pavinato ponderou que a replicabilidade do modelo não é garantida, pois depende do encaixe do valor da terra para que possa ser multiplicado. No entanto, ele acrescentou que o sucesso da parceria atual abrirá caminhos para a expansão desse modelo.

Os recursos obtidos através da parceria com BTG serão cruciais para financiar os projetos de irrigação da companhia, que têm um custo estimado de R$ 25 mil por hectare. A SLC Agrícola planeja aumentar significativamente sua área plantada irrigada nos próximos anos, com o objetivo de alcançar 53,18 mil hectares. A receita gerada por essas áreas irrigadas é consideravelmente maior do que a das lavouras de sequeiro, compensando os investimentos e mitigando os riscos de perdas devido à seca.

Em relação à safra atual, Pavinato comentou que o plantio no Mato Grosso teve um início promissor, mas algumas fazendas enfrentaram falta de chuvas em outubro. Apesar disso, ele avaliou que o cenário geral no estado está positivo, e a safra de soja poderá atingir níveis semelhantes aos do ano anterior, desde que as chuvas sejam favoráveis em novembro e dezembro. A empresa busca antecipar o plantio de soja para viabilizar uma segunda safra de algodão, a partir de janeiro, aproveitando uma janela climática favorável.

A SLC Agrícola planeja expandir sua área plantada de algodão em 11% na comparação anual, atingindo quase 200 mil hectares na temporada 2025/26, com cerca de 97 mil hectares destinados à segunda safra. Apesar disso, o CEO da SLC ressaltou que os preços do algodão atualmente não incentivam o aumento da área plantada no Brasil, especialmente para novos entrantes no mercado.

Durante a teleconferência, Pavinato mencionou que a SLC deverá reduzir seus investimentos em novos projetos de algodão, enquanto o CFO Ivo Brum explicou que a combinação de juros altos e preços baixos do algodão desestimula a produção da pluma. Além de suas operações no Centro-Oeste, a companhia também atua na região Nordeste do país.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.