O Sítio Roda d’Água, em Floresta, Paraná, combina a produção de soja e milho com a criação de cerca de 5 milhões de abelhas africanizadas e nativas. Essa relação promove a produção de mel silvestre com rendimento acima da média nacional, beneficiando economicamente a família Jung.
Os desafios incluem o manejo cuidadoso para evitar perdas de colmeias devido ao uso inadequado de defensivos agrícolas. O manejo integrado de pragas, apoiado por instituições como a Embrapa, ajuda a proteger as abelhas e aumenta a produtividade da soja em até 13%.
Projetos regionais ampliam práticas sustentáveis, reforçando que a convivência entre agricultura e polinizadores é uma estratégia eficiente para a sustentabilidade rural e o aumento da renda.
A engenheira agrônoma e produtora rural Lígia Jung lidera o trabalho familiar no Sítio Roda d’Água, em Floresta, Paraná, onde há décadas a produção de soja e milho convive com um apiário de 95 colmeias. O sítio mantém cerca de 5 milhões de abelhas africanizadas vivas, além de abelhas nativas como jataí e mandaçaia, mostrando que a relação entre agricultura e polinizadores pode ser harmoniosa.
A produção de mel silvestre, iniciada em 2006, é um complemento importante à agricultura local. Durante a floração da soja, as colmeias podem produzir até 50 kg de mel por ano, o que supera em muito a média nacional de 19 a 20 kg. Para os Jung, a combinação entre manejo agrícola e cuidado com as abelhas traz resultado econômico e ambiental.
A família enfrentou desafios, como perdas de colmeias causadas por aplicações de defensivos de forma inadequada. A partir de denúncias, foram implementadas ações de conscientização que resultaram em práticas que evitam deriva e promovem diálogo entre agricultores e apicultores. O Manejo Integrado de Pragas, apoiado pela Embrapa e universidades, é fundamental para reduzir o uso de inseticidas, beneficiando as abelhas e a produtividade da soja, que pode aumentar até 13% com polinização adequada.
Iniciativas regionais como o projeto da BASF em São Gabriel (RS) expandem essas práticas, buscando unir a produção de mel e a biodiversidade em áreas agrícolas. O exemplo do Sítio Roda d’Água reforça que respeitar as abelhas e aplicar técnicas aprimora a renda e sustentabilidade rural.
Via Forbes Brasil