S&P Global mantém classificação ‘BB’ para o Brasil com perspectiva estável

A S&P Global reafirma a nota de crédito soberano do Brasil, destacando uma perspectiva estável para a economia do país.
05/06/2025 às 17:32 | Atualizado há 3 meses
Nota de crédito do Brasil
S&P Global mantém nota 'BB' para o Brasil, reafirmando a estabilidade do crédito soberano. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

A agência S&P Global reafirmou a Nota de crédito do Brasil em ‘BB’ nesta quinta-feira (5), mantendo a perspectiva estável. A decisão reflete preocupações com os déficits fiscais que podem elevar a dívida líquida do governo, ao mesmo tempo em que equilibra a política externa e monetária do país. A agência acredita que o cenário institucional brasileiro pode levar a iniciativas para enfrentar as fraquezas fiscais, embora isso possa ocorrer somente após as eleições presidenciais de 2026.

A manutenção da Nota de crédito do Brasil em ‘BB’ pela S&P Global considera que os grandes déficits fiscais podem gerar um aumento contínuo da dívida líquida do governo. Além disso, a agência espera que o déficit em transações correntes diminua devido à desaceleração da economia e da política monetária mais restritiva. A perspectiva estável reflete a visão de que a fraqueza do perfil fiscal é contrabalanceada pela solidez da política externa e monetária do país.

Apesar da reafirmação da Nota de crédito do Brasil, a S&P Global expressou que o arcabouço institucional do país deverá levar a medidas para mitigar as fraquezas fiscais. Contudo, a agência não espera que essas iniciativas ocorram antes das eleições presidenciais de 2026. Na semana anterior, a Moody´s rebaixou a perspectiva para a classificação do Brasil de positiva para estável, apontando para uma menor probabilidade de melhora no perfil de crédito do país.

A avaliação da Nota de crédito do Brasil pela S&P Global, que está mantida em ‘BB’, indica uma percepção de equilíbrio entre os desafios fiscais e os pontos fortes da economia brasileira. A agência reconhece que o país enfrenta dificuldades em relação aos déficits e à dívida, mas acredita que a política externa e monetária podem ajudar a sustentar a estabilidade. As expectativas para os próximos anos permanecem condicionadas à capacidade do governo de implementar reformas fiscais eficazes.

Via Money Times

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