Steinbruch adota austeridade para reduzir dívida da CSN até 2026

Steinbruch apresenta plano para baixar alavancagem da CSN até 2026 com venda de ativos e foco em austeridade.
16/01/2026 às 08:03 | Atualizado há 4 horas
               
Plano de venda de ativos de R$ 18 bi busca reduzir dívida e ganhar confiança do mercado. (Imagem/Reprodução: Investnews)

Benjamin Steinbruch, líder da CSN, revelou um plano para diminuir a alta alavancagem da siderúrgica. A estratégia prevê levantar até R$ 18 bilhões com a venda de participações em setores de cimento e infraestrutura, visando ajustar a relação entre dívida líquida e Ebitda da empresa.

O objetivo principal é reduzir a alavancagem para entre 1,8 e 2 vezes até o fim de 2026 e atingir o índice de 1 vez em até oito anos. O plano inclui a venda do controle da CSN Cimentos e oferta de participações relevantes, mantendo controle logístico.

Mesmo com o anúncio, as ações da CSN caíram 3,1%, refletindo cautela do mercado diante da dependência do comando de Steinbruch e a complexidade do plano. A empresa mantém mineração, siderurgia e energia como foco de crescimento e busca parcerias para modernizar a produção.

Benjamin Steinbruch, líder da CSN, apresenta um plano para reduzir a alta alavancagem da siderúrgica. A estratégia contempla levantar até R$ 18 bilhões com a venda de participações em unidades de cimento e infraestrutura, visando ajustar a relação entre dívida líquida e Ebitda do grupo.

O objetivo é reduzir a alavancagem para entre 1,8 e 2 vezes até o fim de 2026 e alcançar o índice de 1 vez em oito anos. Isso inclui a venda do controle da CSN Cimentos e a oferta de participação relevante na área de infraestrutura, mantendo o controle dessas operações logísticas. A expectativa é que esses ativos, vendidos em blocos, garantam receita substancial e simplifiquem o balanço.

Apesar do anúncio, as ações da CSN caíram 3,1% no dia. O mercado também demonstra cautela pela dependência da companhia na liderança de Steinbruch e pela complexidade do plano, especialmente diante do cenário de menor tolerância para riscos no Brasil.

A CSN mantém mineração, siderurgia e energia fora do pacote de vendas, destacando esses setores como fontes fortes de geração de caixa e crescimento. A expansão da produção de minério de ferro para 65 milhões de toneladas até 2030 reforça essa visão.

O grupo também busca parcerias estratégicas para modernizar a siderurgia, cuja produção nacional tende a cair devido à concorrência chinesa. Steinbruch reforça que o plano passa pela execução rigorosa, com foco na redução de custos e estoques, para tornar a CSN menos vulnerável e com caixa mais equilibrado.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.