STF bloqueia bens de Nelson Tanure em investigação sobre Banco Master

STF determina bloqueio dos bens de Nelson Tanure em operação que apura fraudes financeiras no Banco Master.
19/01/2026 às 15:50 | Atualizado há 2 horas
               
Ministro Toffoli bloqueia R$ 5,7 bi envolvendo empresário na Operação Compliance Zero. (Imagem/Reprodução: Investnews)

O Supremo Tribunal Federal determinou o bloqueio dos bens do empresário Nelson Tanure dentro da investigação sobre o extinto Banco Master. A decisão atende pedido da Procuradoria-Geral da República na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga manipulação de mercado e fraudes.

Nelson Tanure é apontado como sócio oculto do Banco Master, segundo a Polícia Federal e a PGR, mas nega ligação societária. Além do bloqueio, houve apreensão de celular e mandados cumpridos contra aliados de Daniel Vorcaro, controlador do banco.

Mesmo com as investigações, Tanure mantém seus investimentos no setor energético, como na distribuidora Light, e continua atuando no mercado brasileiro, apesar dos desafios jurídicos e financeiros.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli ordenou o bloqueio dos bens do empresário Nelson Tanure, em valor correspondente ao pedido contra Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master. A decisão atende a solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) dentro da segunda fase da Operação Compliance Zero.

A PGR aponta Tanure como “sócio oculto” do Banco Master, influenciando via fundos e estruturas societárias complexas, conforme dados da Polícia Federal. A operação investiga suspeita de manipulação de mercado e fraudes financeiras, acumulando R$ 5,7 bilhões bloqueados em bens de investigados. Tanure também teve seu celular apreendido e cumpridos mandados em endereços ligados a Vorcaro e familiares.

O empresário nega qualquer relação societária com o Master, afirmando: “Não fui nem sou controlador, tampouco sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente”. Conhecido por atuar em empresas em crise, Tanure mantém participação no setor energético.

Embora esteja se desfazendo da Prio para pagar credores, Tanure preserva investimentos na distribuidora Light, onde o fundo WNT, vinculado a ele, detém 18,9% do capital. A Light renovou a concessão junto ao Ministério de Minas e Energia e planeja um aumento de capital de até R$ 1,5 bilhão, operação que Tanure deve acompanhar para manter sua posição.

Mesmo sob investigação e desafios financeiros em parte do portfólio, Tanure permanece como acionista relevante em energia, óleo e gás, saúde e varejo no mercado brasileiro.

Via InvestNews

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