STF bloqueia bens de Nelson Tanure em investigação sobre Banco Master

STF ordena bloqueio de bens de Nelson Tanure na investigação sobre fraudes no Banco Master.
19/01/2026 às 16:16 | Atualizado há 2 horas
               
Toffoli inclui empresário no bloqueio de R$ 5,7 bi na Operação Compliance Zero. (Imagem/Reprodução: Investnews)

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o bloqueio dos bens do empresário Nelson Tanure, envolvido na investigação relacionada ao Banco Master. A medida foi tomada na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de manipulação de mercado e fraudes financeiras.

Tanure é investigado por ser sócio oculto do Banco Master, segundo a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal. A decisão inclui, além do bloqueio patrimonial, a apreensão de seu celular e mandados cumpridos em endereços ligados a outros investigados.

Apesar da investigação, Tanure nega participação no controle do banco e mantém ativos em setores como energia, óleo e gás. A ação ressalta o impacto das apurações na esfera financeira e empresarial do país.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli ordenou o bloqueio dos bens do empresário Nelson Tanure, envolvendo o mesmo valor requisitado para Daniel Vorcaro, ex-controlador do extinto Banco Master. A ação, solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), integra a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de manipulação de mercado e fraudes financeiras.

Conforme apontado pela PGR e confirmado pela Polícia Federal, Tanure seria sócio oculto do Banco Master, atuando por meio de fundos e estruturas societárias complexas, justificando o bloqueio do seu patrimônio. A decisão foi proferida em 6 de janeiro, com o bloqueio efetuado em 14 do mesmo mês, além da apreensão do celular do empresário e cumprimentos de mandados em endereços ligados a Vorcaro e sua família.

Tanure negou ser controlador ou sócio, mesmo minoritário, do Banco Master em nota divulgada no dia 15 de janeiro. Apesar da investigação, ele mantém investimentos estratégicos em outras áreas, como na Light, distribuidora de energia do Rio de Janeiro, onde seu fundo WNT detém 18,9% do capital e planeja participar de aumento de capital previsto em até R$ 1,5 bilhão.

Enquanto se desfaz quase totalmente de sua participação na Prio para pagar credores, Tanure segue ativo no mercado, atuando nas áreas de energia, óleo e gás, saúde e varejo, mesmo sob escrutínio financeiro e policial.

Via InvestNews

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