STF mantém prisão de Bolsonaro no batalhão da PM do DF

STF forma maioria para manter Bolsonaro preso no batalhão da PM do DF, rejeitando pedido de prisão domiciliar por razões médicas.
05/03/2026 às 12:43 | Atualizado há 2 semanas
               
Ministros rejeitam prisão domiciliar humanitária para ex-presidente. (Imagem/Reprodução: Tribunaonline)

A Primeira Turma do STF confirmou a permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. O ministro Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa, afirmando que a estrutura do batalhão atende às necessidades médicas do ex-presidente.

Moraes destacou que Bolsonaro recebeu diversos atendimentos médicos e sessões de fisioterapia no local, além de ter estado sob acompanhamento familiar. O ministro ainda mencionou laudo da Polícia Federal que descartou depressão e confirmou estabilidade no estado geral de saúde de Bolsonaro, reforçando que não há necessidade de cuidados hospitalares.

A Primeira Turma do STF confirmou a manutenção da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. O ministro Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar humanitária feito pela defesa, argumentando que a estrutura do presídio atende às necessidades médicas de Bolsonaro.

Na decisão, Moraes destacou que o ex-presidente recebeu 144 atendimentos médicos, 13 sessões de fisioterapia e 33 sessões de atividades físicas no local, além da presença frequente de familiares. Ele ainda citou o laudo da perícia médica da Polícia Federal, que descartou quadro de depressão e confirmou que o estado geral de saúde de Bolsonaro é estável, sem necessidade de cuidados hospitalares.

O ministro também mencionou o episódio em que Bolsonaro danificou a tornozeleira eletrônica, apontando o descumprimento de medidas cautelares como motivo para manter a prisão no batalhão. A defesa argumenta que o ex-presidente passou por procedimentos cirúrgicos relacionados ao atentado sofrido em 2018, além de enfrentar outras complicações de saúde recentes, como episódios de soluços e quedas na cela da Polícia Federal.

Até o momento, o voto da ministra Cármen Lúcia está pendente. O julgamento no plenário virtual do STF termina nesta quinta-feira (5). A decisão final definirá se Bolsonaro continuará sob custódia no batalhão ou se poderá cumprir prisão domiciliar com base em argumentos humanitários.

Via Tribuna Online

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