Stuhlberger estima valor justo do dólar em R$ 4,40 no Brasil

Gestor Stuhlberger aponta R$ 4,40 como valor justo do dólar, citando fatores econômicos e fiscais brasileiros.
27/01/2026 às 15:27 | Atualizado há 22 horas
               
Descrição incompleta e confusa, faltando detalhes para entendimento claro do modelo. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

O gestor Luis Stuhlberger, da Verde Asset, estima que o valor justo do dólar no Brasil está em torno de R$ 4,40. Ele aponta que o câmbio atual está cerca de 25% desajustado, com o real desvalorizado em relação a essa referência estimada.

Stuhlberger destaca que a valorização do real tende a ocorrer em governos considerados competentes, citando os mandatos de Temer e Bolsonaro. Ele atribui a atual fraqueza da moeda a um cenário fiscal menos controlado e ao aumento das despesas públicas.

O modelo utilizado considera variáveis como diferencial de juros, índice de commodities e risco de calote. A volatilidade do câmbio é alta, e o gestor compara a atual desvalorização com o pico perto dos R$ 6 no final de 2024, quando o dólar também esteve muito acima do valor justo.

Valor justo do dólar no Brasil está em torno de R$ 4,40, estima Luis Stuhlberger, gestor à frente da Verde Asset, durante a Latin America Investment Conference em São Paulo. Segundo ele, o câmbio brasileiro está hoje cerca de 25% desajustado, apresentando uma depreciação significativa em relação ao valor que seus modelos indicam.

Stuhlberger ressalta que o câmbio não necessariamente vai se aproximar desse valor estimado. Porém, quando assume um governo considerado competente, como foi o caso dos mandatos de Temer e Bolsonaro, a moeda tende a se valorizar e convergir para esse fair value. Ele atribui a atual fraqueza do real a um cenário fiscal menos controlado e à expansão das despesas públicas.

O gestor explicou que o modelo interno da Verde considera quatro variáveis principais para a avaliação do câmbio: o dólar contra uma cesta de moedas de mercados emergentes, o Dollar Index (DXY), o diferencial de juros entre a Selic e o Fed Funds, o índice de commodities, e o custo de proteção contra calote do Brasil, medido pelo CDS.

Segundo Stuhlberger, a volatilidade do câmbio é grande, oscilando bastante acima ou abaixo do valor estimado. Ele comparou a atual desvalorização do real com o momento do fim de 2024, quando o dólar ultrapassou R$ 6, refletindo uma diferença semelhante para o preço justo.

O gestor comentou ainda o forte desempenho da bolsa brasileira diante de juros e câmbio “um pouco atrasados” e avaliou a entrada de recursos estrangeiros, que parecem ignorar a incerteza eleitoral. Ele estima que movimentos globais por parte de investidores podem impactar mercados pequenos, como o brasileiro, de forma expressiva.

Via Brazil Journal

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.