A Suprema Corte dos EUA examina o maior desafio à independência do Federal Reserve em mais de 100 anos. O caso envolve a tentativa do ex-presidente Trump de demitir Lisa Cook, diretora do Fed, sob alegações polêmicas e sem evidências formais.
Lisa Cook, com mandato até 2038, afirma ter sido alvo de remoção por motivos políticos, algo protegido por lei para garantir a autonomia do banco central. O governo argumenta que o presidente pode decidir a “causa” para dispensas, o que pode alterar essas garantias.
A decisão do tribunal pode definir regras para futuras interferências políticas no Fed. Economistas alertam que qualquer enfraquecimento da independência do banco central pode impactar a estabilidade econômica dos EUA.
Esta semana, a Suprema Corte dos EUA avalia o maior teste da independência do Federal Reserve em mais de 100 anos. O foco está na tentativa do ex-presidente Donald Trump de demitir Lisa Cook, diretora do Fed, sob acusação de fraude hipotecária, sem evidências formais ou processo. Esse caso desafia a proteção legal que impede remoções motivadas por discordâncias políticas, demonstrando os limites da autonomia do banco central.
Cook alega que sua demissão, com mandato até 2038, foi motivada por disputas sobre a política monetária, algo que o próprio Fed tenta preservar em sua independência. A legislação atual exige “causa” para remoções, uma cláusula feita para evitar interferências políticas diretas. O governo Trump argumenta que a “causa” pode ser determinada pelo presidente, o que poderia fragilizar essa proteção.
Especialistas consideram provável que Cook permaneça no cargo, mas o julgamento definirá quais critérios o presidente deve cumprir para dispensar membros da diretoria. A decisão pode abrir precedentes para o futuro, indicando como um governo pode atuar contra a autonomia do Fed sem quebrar a lei.
A questão preocupa economistas pela possibilidade de enfraquecer a independência do banco central, fundamental para a estabilidade econômica. Mesmo com o efeito esperado de manutenção das garantias, análises apontam que o tribunal conservador pode flexibilizar os parâmetros, dando espaço para futuras influências políticas.
Essa avaliação judicial é acompanhada de perto, pois suas repercussões vão além do caso específico e têm impacto direto na governança do sistema financeiro americano.
Via InfoMoney