O tabagismo no Brasil apresentou uma queda significativa desde 1989, passando de 34,8% para 9,3% da população adulta em 2023. No entanto, a desaceleração no ritmo de redução desde 2015 preocupa especialistas, que avaliam que a meta de 6,24% para 2030 pode não ser alcançada.
Esse cenário é influenciado por fatores como crises econômicas, políticas públicas fragilizadas, congelamento do preço do cigarro e aumento do uso de dispositivos eletrônicos para fumar, especialmente entre jovens. Esse crescimento contrasta com a estabilidade do consumo do cigarro tradicional na mesma faixa etária.
A retomada das campanhas antitabagistas, fiscalização rigorosa e controle dos novos produtos são essenciais para conter o avanço do tabagismo e proteger a saúde pública.
O tabagismo no Brasil tem mostrado queda consistente desde 1989, quando 34,8% da população adulta fumava. A taxa diminuiu para 9,3% em 2023, mas o ritmo de redução tem desacelerado desde 2015, preocupando especialistas. Se mantida, a projeção indica que a meta de 6,24% para 2030, prevista no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas, não será alcançada.
Esse cenário é influenciado por fatores como crises econômicas e políticas que impactaram os investimentos em políticas públicas, congelamento dos preços do cigarro e aumento da circulação de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), incluindo cigarros eletrônicos e vapes. Estes aparelhos, inicialmente associados à redução de danos, também atraíram o público jovem com sabores e marketing agressivo.
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar mostraram que o uso desses produtos entre adolescentes subiu de 10,4% para 14,8% entre 2015 e 2019. Esse crescimento contrasta com a estabilidade no consumo do cigarro tradicional nessa faixa etária.
Do ponto de vista da saúde pública, o tabagismo ainda carrega alto impacto, sendo responsável por doenças como câncer, infarto e DPOC, além de mais de 161 mil mortes registradas em 2020. A dependência gerada pela nicotina afeta diretamente o sistema cardiovascular e o desenvolvimento cerebral de jovens.
A retomada de campanhas antitabagistas, fiscalização rigorosa, combate ao contrabando e regulamentação dos pontos de venda são estratégias fundamentais apontadas para conter a disseminação do fumo e seus novos formatos.
Via Revista Galileu