O governo dos EUA anunciou uma tarifa de 10% sobre importações de oito países europeus, incluindo Alemanha e Reino Unido, com aumento para 25% previsto para junho. A medida visa pressionar para uma negociação sobre a compra da Groenlândia.
Análise do Goldman Sachs indica que essa tarifa poderá causar queda no PIB de até 3,5% em países como Alemanha, afetando fortemente a economia europeia. A União Europeia avalia retaliações, como tarifas recíprocas e restrições em serviços, enquanto o Reino Unido busca diálogo diplomático.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a partir de 1º de fevereiro será aplicada uma tarifa de 10% sobre as importações de oito países europeus, incluindo Alemanha, Reino Unido e França. Essa tarifa deve subir para 25% em 1º de junho e permanecer até um possível acordo para a compra da Groenlândia.
Segundo análise do Goldman Sachs, a aplicação dessa tarifa traria impactos econômicos significativos. As exportações afetadas representam cerca de 270 bilhões de euros por ano, o que equivale a metade das vendas da União Europeia para os EUA. Em países como Alemanha, Holanda e Finlândia, a perda no PIB poderia chegar a até 3,5% caso a tarifa alcance todos os bens exportados aos EUA.
O banco estima que a tarifa americana de 10% possa reduzir o PIB real entre 0,1% e 0,2% nos países envolvidos, com maior efeito na Alemanha, que enfrentaria queda de até 0,3%. Para a zona do euro e Reino Unido, o recuo no PIB ficaria em torno de 0,1%. O impacto poderia ser maior caso haja efeitos negativos na confiança do mercado ou finanças.
A União Europeia está avaliando três formas de retaliação, como atrasar a ratificação de acordos comerciais, impor tarifas recíprocas e usar o Instrumento Anticoerção, que pode incluir restrições além das tarifas, como em serviços digitais e investimentos. O Reino Unido deve optar por um diálogo diplomático para tratar do assunto.
Via InfoMoney