A agência Fitch Ratings projeta que as tarifas impostas pelos Estados Unidos a países da Europa podem reduzir em até 0,5% o PIB da zona do euro até 2027. A medida inclui tarifas iniciais de 10%, com possibilidade de aumento para 25%, previstas pelo governo Trump para pressionar questões geopolíticas.
A Alemanha deverá ser a mais afetada, com crescimento econômico menor que o esperado. Apesar da pressão econômica, a resposta da União Europeia deve ser contida devido a preocupações estratégicas de defesa e segurança.
Além das tarifas, tensões geopolíticas como a guerra entre Rússia e Ucrânia podem aumentar os gastos militares dos países europeus, sobretudo no Leste Europeu, aumentando a instabilidade econômica e comercial da região.
A agência de classificação Fitch Ratings aponta que as novas tarifas ameaçadas pelos Estados Unidos a países da Europa podem causar uma redução de até 0,5% do PIB da zona do euro até 2027. O anúncio foi feito após o presidente Donald Trump estabelecer tarifas de 10% para oito países europeus a partir de fevereiro, com possibilidade de aumento para 25%.
A medida, que visa pressionar a aprovação da compra da Groenlândia, acrescentaria essas taxas às já existentes, colocando a carga tarifária europeia em patamar semelhante ao da China, prejudicando o comércio. Segundo a Fitch, a Alemanha será a que mais sentirá os efeitos, com projeção de crescimento do PIB reduzida para 0,8% a 0,9% abaixo do esperado até 2027.
Apesar do impacto, a resposta da União Europeia deve ser contida, considerando preocupações estratégicas relacionadas à defesa e segurança. Contudo, o relatório da agência não descarta uma reação mais robusta por parte da Europa, que possui ferramentas para tal.
No caso da Dinamarca, a perda da Groenlândia representaria impacto econômico limitado, embora com consequências políticas e geoestratégicas relevantes. Adicionalmente, as tensões geopolíticas e a guerra entre Rússia e Ucrânia deverão pressionar a Europa a aumentar gastos com defesa, principalmente nos países do Leste Europeu.
Esse cenário cria um contexto de incertezas para o comércio internacional e para as relações transatlânticas, que deverão ser acompanhadas de perto nos próximos anos quanto à sua evolução e seus desdobramentos econômicos.
Via InfoMoney