Técnica brasileira inovadora melhora cirurgia de câncer de próstata no SUS sem precisar de robôs

Conheça a técnica brasileira que revoluciona a cirurgia de câncer de próstata no SUS sem robôs e com custos reduzidos.
29/12/2025 às 15:14 | Atualizado há 3 meses
               
Método que imita cirurgia robótica usando instrumentos comuns promete mais precisão e benefícios. (Imagem/Reprodução: Super)

Uma técnica desenvolvida no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe-Uerj) oferece uma alternativa à cirurgia robótica para câncer de próstata no SUS. A AORP utiliza instrumentos convencionais para reduzir custos e manter bons resultados.

Criada em 2015, a AORP preserva funções urinárias e sexuais, diminui complicações e acelera a recuperação. Estudos com 240 pacientes mostram menor perda de sangue e recuperação mais rápida.

Com custo quatro vezes menor que a cirurgia robótica, a técnica amplia o acesso a procedimentos avançados e pode ser adotada em hospitais públicos, beneficiando pacientes no Brasil e em países com recursos limitados.

Técnica brasileira desenvolvida no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe-Uerj) oferece uma alternativa à cirurgia robótica para o câncer de próstata disponível no SUS. A AORP (Open Anterograde Anatomic Radical Prostatectomy) aplica os princípios da cirurgia robótica utilizando instrumentos convencionais, reduzindo custos e mantendo resultados eficazes.

A AORP surgiu em 2015 após ampla revisão das técnicas convencionais, laparoscópicas e robóticas, e busca preservar estruturas importantes para a função urinária e sexual, reduzindo complicações e acelerando a recuperação. Estudos com 240 pacientes confirmaram benefícios como menor perda sanguínea, redução do uso de sonda urinária e continência urinária mais rápida.

Enquanto a cirurgia robótica oferece visão tridimensional e precisão nos movimentos, o alto custo limita seu acesso em países emergentes. A AORP reproduz essa lógica sem exigir equipamentos caros, tornando-se uma opção viável para hospitais públicos. Pesquisas indicam que o controle oncológico da técnica aberta adaptada é equivalente ao método tradicional e à robótica.

Além do custo quase quatro vezes menor, a técnica pode melhorar o ensino de cirurgiões, servindo como ponte para futuros procedimentos com robótica. A inovação brasileira demonstra como conhecimento anatômico e criatividade técnica podem ampliar o acesso a cirurgias avançadas, mesmo em contextos restritos economicamente.

Essa abordagem tem potencial para transformar o tratamento do câncer de próstata no SUS e é observada com interesse por profissionais em países com acesso limitado à cirurgia robótica.

Via Super

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