O Federal Reserve enfrenta pressões políticas crescentes em 2026, com Donald Trump pedindo cortes agressivos nas taxas de juros para estimular a economia. Powell, atual presidente do Fed, mantém cautela frente aos riscos inflacionários, enquanto sua indicação futura ainda gera dúvidas.
A taxa de juros nos EUA está entre 3,5% e 3,75%, com possível nova redução dependendo dos dados econômicos. A pressão política inclui uma investigação criminal contra Powell, o que pode afetar a independência do banco central e a estabilidade do mercado.
Especialistas acreditam que os cortes de juros serão condicionados aos indicadores econômicos, com inflação em 2,7% e desemprego em 4,4%. A instabilidade política pode aumentar a volatilidade dos juros futuros e impactar a liquidez, especialmente para mercados emergentes como o brasileiro.
O Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos inicia 2026 enfrentando uma crescente tensão política, que pode afetar a condução da política monetária e as expectativas de juros futuros. O ex-presidente Donald Trump pressiona o Fed a realizar cortes mais agressivos nas taxas de juros para estimular a economia, enquanto a autoridade monetária mantém cautela devido aos riscos inflacionários.
Os juros americanos estão atualmente entre 3,5% e 3,75%, após um corte de 0,25 pontos percentuais em dezembro. O Fed sinalizou uma possível pausa e um novo corte em 2026, dependendo dos dados econômicos. Contudo, a indefinição sobre o mandato de Jerome Powell, que expira em maio, aumenta a expectativa pela indicação de um novo presidente alinhado às preferências políticas de Trump.
Além disso, o Departamento de Justiça dos EUA abriu investigação criminal contra Powell por supostas declarações falsas durante um depoimento sobre gastos na reforma da sede do Fed. Essa situação levanta dúvidas sobre a independência do banco central e intensifica a pressão política à medida que a próxima reunião do Fed se aproxima.
Apesar disso, especialistas acreditam que essas tensões não devem antecipar cortes de juros, que continuarão condicionados a dados concretos sobre inflação e desemprego. A atual inflação é de 2,7%, enquanto o desemprego segue em 4,4%, números que sustentam a postura conservadora do Fed.
Analistas apontam que a pressão política pode gerar maior volatilidade nos juros futuros e afetar a atratividade dos ativos americanos. Para mercados emergentes, como o brasileiro, isso pode significar menos liquidez caso as taxas de longo prazo subam devido à instabilidade institucional.
Via InfoMoney