Como terminou a rodada final de negociações diplomáticas entre Irã e EUA

Confira os desdobramentos da última rodada de negociações entre Irã e EUA e o impacto na diplomacia internacional e no Oriente Médio.
26/02/2026 às 17:41 | Atualizado há 1 hora
               
Diálogo entre EUA e Irã avança com progressos significativos na terceira rodada. (Imagem/Reprodução: Tribunaonline)

Os Estados Unidos e o Irã concluíram a última rodada de negociações diplomáticas, considerada uma ‘última chance’ para avanços significativos no acordo nuclear. O encontro foi mediado por Omã e registrou progressos, mas o governo americano ainda não comentou oficialmente os resultados.

Essa etapa das conversas ocorreu em meio a tensões na região, com movimentação de tropas e ameaças mútuas entre os países. O Irã mantém sua posição sobre o enriquecimento de urânio, enquanto os EUA buscam limitar o programa nuclear iraniano e discutir outras questões como mísseis balísticos.

A disputa segue com riscos de escalada no Oriente Médio e influência direta nos preços do petróleo. As negociações continuarão na próxima semana, em Viena, com a expectativa de avanços para evitar novos conflitos na região.

Os representantes dos Estados Unidos e do Irã finalizaram nesta quinta-feira, 26, a terceira rodada de negociações com progressos significativos, conforme informado pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Al Busaidi. Os diálogos, considerados uma última tentativa diplomática, serão retomados na próxima semana em Viena, Áustria. O governo americano, por ora, ainda não se pronunciou sobre o resultado.

Essa rodada ocorreu em meio ao aumento da pressão dos EUA, que deslocaram uma frota de aeronaves e navios de guerra para o Oriente Médio. O presidente Donald Trump busca um acordo que limite o programa nuclear iraniano. Já o Irã, que enfrenta crescente dissidência interna, insiste em continuar o enriquecimento de urânio, apesar dos ataques americanos contra suas instalações nucleares no ano passado.

O governo iraniano sinalizou que, caso sofra ataques, todas as bases militares americanas na região seriam alvos legítimos, o que aumentaria o risco de conflito regional. Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, alertou para o potencial devastador de uma guerra na região, com envolvimento de diversos países.

A negociação mediada por Omã inclui discussões sobre o programa nuclear, enquanto os EUA também querem tratar dos mísseis balísticos e do apoio iraniano a grupos militantes, pontos que Teerã quer deixar de lado. A Agência Internacional de Energia Atômica aponta que o Irã manteve seu programa até 2003 e há indícios de atividades recentes.

O cenário segue tenso, com possibilidade de novos confrontos, enquanto os preços do petróleo mostram alta devido ao risco regional.

Via Tribuna Online

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