O governo brasileiro lança seu primeiro leilão para sistemas de armazenamento de energia, visando contratar até 2 gigawatts em capacidade. Empresas globais como Tesla, CATL, Huawei e a brasileira WEG participam da disputa, que pode movimentar cerca de R$ 10 bilhões em investimentos.
O mercado local já conta com cerca de 1 GW instalado, e a expectativa é superar dez vezes esse volume com propostas que somam 20 GW. A China domina o mercado global de baterias e está fortemente representada no certame, enquanto a WEG lidera o mercado brasileiro com cerca de 50% de participação.
Especialistas apontam que a competição será intensa, com fabricantes formando consórcios e buscando ampliar a presença no Brasil. O ministro de Minas e Energia destaca a importância estratégica do país para a expansão dessas tecnologias no país.
O governo brasileiro prepara seu primeiro leilão para sistemas de armazenamento de energia, atraindo nomes globais do setor. Participam empresas como Tesla, CATL, Huawei e a brasileira WEG, interessadas em projetos de Battery Energy Storage Systems (BESS). A licitação, prevista para abril, busca contratar 2 gigawatts em capacidade, o que pode movimentar cerca de R$ 10 bilhões em investimentos.
Essa iniciativa ocorre em um momento de intensa atividade no mercado, com estimativas apontando para cerca de 20 GW em propostas, dez vezes a expectativa inicial. Além de geradoras, transmissoras e distribuidoras, fabricantes poderão formar consórcios para disputar o certame.
Hoje, o Brasil conta com aproximadamente 1 GW instalado em BESS. A Vale já atua com baterias da Tesla, enquanto a WEG possui projetos comerciais e industriais. A Huawei também está no mercado local, associada à Matrix Energia, para sistemas em garagens de ônibus elétricos.
A China domina 60% da capacidade global em sistemas de armazenamento, com mais de 75 GW previstos até o fim de 2024, seguida pelos Estados Unidos. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tem buscado atrair fabricantes chineses para participar da licitação.
Especialistas destacam que a WEG aparece bem posicionada para competir tanto no Brasil quanto internacionalmente, possuindo cerca de 50% do mercado nacional de BESS. A disputa promete ser acirrada, com a CATL declarando o Brasil como mercado prioritário, e a Tesla considerando a licitação uma oportunidade estratégica para expansão da tecnologia.
Via Brazil Journal