Teste desenvolvido por brasileiros pode melhorar tratamento da esclerose múltipla

Pesquisa brasileira cria teste que prevê eficácia do tratamento para esclerose múltipla com natalizumabe.
16/02/2026 às 20:41 | Atualizado há 6 horas
               
Tecnologia indica se paciente terá boa resposta ao natalizumabe no tratamento. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Um estudo liderado pela Fiocruz criou um teste capaz de prever a resposta de pacientes com esclerose múltipla ao medicamento natalizumabe. O exame analisa a reação das células de defesa a partir de uma amostra de sangue, indicando quem terá benefícios com o tratamento.

A pesquisa envolveu instituições como USP, Albert Einstein e centro francês INFINITy, e foi publicada na revista Nature Communications. O teste ajuda a evitar riscos e otimizar o uso do medicamento, além de reduzir custos e acelerar a busca por novas terapias.

Embora não esteja disponível para uso clínico imediato, o teste já funciona em laboratório e deve passar por validações para possível incorporação ao SUS até 2035. O avanço promete personalizar o tratamento, promovendo mais segurança e eficiência aos pacientes.

Um estudo em andamento, liderado pela Fiocruz, desenvolve um teste capaz de prever se pacientes com esclerose múltipla irão responder ao medicamento natalizumabe. O exame analisa a reação das células de defesa do paciente à droga a partir de uma simples amostra de sangue, indicando quem terá benefícios com o tratamento.

A pesquisa envolveu instituições como a Universidade de São Paulo (USP), o Hospital Israelita Albert Einstein e o INFINITy, da França, e teve publicação na revista Nature Communications. Segundo os cientistas, cerca de 35% dos pacientes não apresentam resposta completa ao natalizumabe, permanecendo expostos a efeitos colaterais sem resultados eficazes.

O teste ajuda a evitar riscos desnecessários e otimizar o uso do medicamento, reduzindo custos e acelerando a busca por terapias alternativas. Foram utilizadas técnicas como microscopia de alto conteúdo e aprendizado de máquina para analisar e modelar as respostas identificadas.

Embora ainda não esteja disponível para uso clínico, a ferramenta já funciona em laboratório e deverá passar por etapas pré-clínicas e clínicas. A previsão é de que a tecnologia seja simplificada e validada para diferentes populações, com possível incorporação ao SUS até 2035.

O avanço representa um movimento importante para personalizar o tratamento da esclerose múltipla, promovendo maior segurança e eficiência no cuidado dos pacientes. As próximas fases do estudo serão decisivas para confirmar a aplicação prática da metodologia desenvolvida.

Via Galileu

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