Ken Paxton, procurador-geral do Texas, está processando os fabricantes de Tylenol, alegando que omitiram informações sobre os riscos de autismo associados ao uso do medicamento. A ação judicial busca responsabilizar as empresas por não alertarem os consumidores sobre os potenciais perigos do Tylenol no desenvolvimento infantil.
O processo contra as fabricantes reacende o debate sobre os efeitos do medicamento no desenvolvimento neurológico de crianças. Ele foca na Johnson & Johnson, que comercializou o Tylenol por décadas, e na Kenvue, empresa responsável pela venda do produto desde 2023.
As empresas são acusadas de omitir estudos que relacionam o uso de Tylenol a autismo e TDAH. Enquanto a Kenvue defende a segurança do medicamento, a Johnson & Johnson afirma que não é mais responsável pela sua comercialização. Além disso, ações judiciais semelhantes vêm sendo movidas por famílias que alegam diagnósticos após o uso do medicamento.
Ken Paxton, procurador-geral do Texas, está processando os fabricantes de Tylenol, alegando que omitiram informações cruciais sobre os riscos de autismo associados ao uso do medicamento por crianças. A ação judicial, movida recentemente, busca responsabilizar as empresas pela suposta negligência em alertar os consumidores sobre os perigos potenciais do Tylenol no desenvolvimento infantil.
A ação movida pelo Texas contra os fabricantes de Tylenol reacende o debate sobre os possíveis efeitos do medicamento no desenvolvimento neurológico de crianças. O processo mira a Johnson & Johnson, que comercializou o Tylenol por décadas, e a Kenvue, empresa que assumiu a comercialização do medicamento em 2023.
O processo alega que as empresas tinham conhecimento de estudos que ligavam o Tylenol ao autismo e ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), mas optaram por não divulgar essas informações aos consumidores. A ação também questiona a criação da Kenvue, sugerindo que foi uma manobra para proteger a Johnson & Johnson de futuras responsabilidades relacionadas ao Tylenol.
A Kenvue, por sua vez, tem se defendido, afirmando que o Tylenol é seguro e que as alegações de Trump sobre o uso do medicamento durante a gravidez e o autismo não têm fundamento. A empresa promete contestar as acusações no tribunal, apoiando-se em evidências científicas que comprovam a segurança do acetaminofeno, principal componente do Tylenol.
Paralelamente, a Johnson & Johnson se pronunciou, afirmando que sempre alertou os consumidores sobre os riscos de danos ao fígado causados pelo uso excessivo de Tylenol. A empresa também ressaltou que não é mais responsável pela comercialização do medicamento, já que transferiu essa responsabilidade para a Kenvue.
Além do processo movido pelo Texas, centenas de ações judiciais foram movidas por famílias que alegam que seus filhos foram diagnosticados com autismo ou TDAH após o uso de Tylenol durante a gravidez. Um juiz federal em Nova York rejeitou um desses processos por falta de evidências científicas confiáveis, mas os autores recorreram da decisão.
A Food and Drug Administration (FDA) estaria considerando incluir um aviso na bula do Tylenol sobre a possível ligação com transtornos do neurodesenvolvimento. A Kenvue se opõe à medida, argumentando que não há base científica para tal aviso. Estudos científicos sobre a relação entre acetaminofeno e transtornos do neurodesenvolvimento têm apresentado resultados mistos ao longo dos anos.
No entanto, estudos feitos por epidemiologistas da Escola de Saúde Pública T.H. Chan de Harvard e da Escola de Medicina Icahn do Mount Sinai encontraram evidências que sugerem uma ligação entre o uso de acetaminofeno durante a gravidez e o desenvolvimento de autismo e TDAH na infância.
O procurador-geral Ken Paxton, que moveu a ação, tem sido um aliado de Donald Trump em diversas questões legais. A escolha de Paxton de mover o processo em um condado conservador perto da fronteira com a Louisiana pode ser uma estratégia para encontrar um tribunal mais favorável ao seu caso.
Via InfoMoney