TGAR11 cai 14% em três dias: principais motivos e o que os investidores devem considerar

Fundo TGAR11 recua 14% em poucos dias devido à revisão de rendimentos e juros altos. Saiba o que isso representa para investidores.
30/01/2026 às 11:25 | Atualizado há 5 dias
               
O forte recuo do TGAR11 em poucos dias indica maior volatilidade e possível alerta para investidores. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O fundo imobiliário TGAR11 sofreu uma queda de 14% em três dias, motivada pela redução na estimativa de rendimentos para entre R$ 0,70 e R$ 1,00 por cota, afetada pela alta da taxa Selic e o impacto no ritmo das vendas.

Mesmo com diversificação, o fundo teve receitas reduzidas devido ao ciclo de alta dos juros, atrasos em repasses financeiros e adiamento de pagamentos relacionados a loteamentos. O patrimônio líquido do TGAR11 é superior a R$ 2,5 bilhões, com a maioria dos ativos em fase avançada de obras.

A gestora aposta em marketing digital e reforço nas vendas para manter a comercialização. O rendimento estimado para o primeiro semestre de 2026 varia entre 10,5% e 15%, mostrando potencial para investidores com perfil mais arrojado diante da possível queda dos juros.

O fundo imobiliário TG Ativo Real (TGAR11) sofreu uma queda de mais de 14% em apenas três dias. Essa baixa foi motivada principalmente pela revisão para baixo da estimativa de rendimentos, que agora fica entre R$ 0,70 e R$ 1,00 por cota. A redução do guidance reflete os efeitos da taxa Selic alta, que tem impacto direto no ritmo de vendas das incorporações.

De acordo com o analista André Oliveira, mesmo com a diversificação dos ativos, o fundo não conseguiu evitar a redução da receita causadas pelo ciclo de alta de juros. A situação piorou no fim de 2025, com atrasos nos repasses financeiros de unidades vendidas e adiamento dos pagamentos relacionados a loteamentos Cipasa e NovaColorado.

O TGAR11 conta com patrimônio líquido superior a R$ 2,5 bilhões, investidos em 177 ativos, dos quais 141 são projetos imobiliários, que respondem por 83% do patrimônio e 85% da receita do fundo. Apesar do cenário atual, mais de 72% desses projetos apresentam obras avançadas, o que diminui o risco de execução.

A gestora intensifica esforços em marketing digital e reforça equipe de vendas para tentar manter o ritmo comercial, enquanto as taxas de juros não se estabilizam. O fundo não possui incentivos do programa Minha Casa Minha Vida, o que influencia as oscilações nas vendas.

O novo rendimento estimado para o primeiro semestre de 2026 varia entre 10,5% e 15%, tornando o fundo atraente para investidores mais arrojados, principalmente no cenário de possível queda dos juros no ano que vem.

Via Money Times

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