Após quase 70 anos ausentes da região, os tigres poderão retornar ao sudeste do Cazaquistão graças a um programa de restauração do habitat natural. Em 2025, mais de 37 mil árvores foram plantadas ao redor do lago Balkhash, reconstruindo as florestas de tugai, essenciais para a fauna local.
O projeto é resultado da parceria entre o Ministério da Ecologia do Cazaquistão, o WWF e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. A chegada de dois tigres-de-amur em 2024 reforça a expectativa de uma população sustentável na região até 2033.
Esse esforço contribui para a preservação do tigre-de-amur, que desapareceu da área nos anos 40, e representa um avanço na recuperação global do habitat natural, fundamental para a sobrevivência das espécies ameaçadas.
Após quase 70 anos de ausência, os tigres podem retornar ao sudeste do Cazaquistão graças a um programa que restaurou o habitat natural ao redor do lago Balkhash. Em 2025, mais de 37 mil árvores foram plantadas para reconstruir as florestas de tugai, essenciais para a fauna local. A ação é fruto de uma parceria entre o Ministério da Ecologia do país, o WWF e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
As espécies escolhidas para o plantio incluem cerca de 30 mil mudas de oleastro-de-folhas-estreitas, 5 mil salgueiros e aproximadamente 2 mil árvores de turanga, típicas das áreas ribeirinhas dessa região árida. Essas florestas funcionam como oásis para diversas formas de vida selvagem e são fundamentais para a retomada do tigre-de-amur, também conhecido como tigre-siberiano, que desapareceu da área por volta da década de 1940.
O gerente de projetos do WWF, Aibek Baibulov, destaca que a recuperação dessas florestas é a base para que a vida selvagem volte a prosperar, ressaltando que o trabalho não se resume a plantar árvores, mas sim a criar ecossistemas autossustentáveis. Árvores plantadas anteriormente já demonstram crescimento significativo, com raízes alcançando lençóis freáticos.
O projeto avançou em 2024 com a chegada de dois tigres-de-amur vindos da Holanda, em uma área semisselvagem da reserva. A meta é que até 2033 a região possa abrigar ao menos dez desses felinos, com previsão para uma população sustentável de 120 indivíduos a longo prazo.
Esse esforço local reflete um desafio global: o tigre hoje ocupa menos de 6% de seu território original, com populações fragmentadas em 63 áreas. A restauração de habitat é uma das abordagens para reverter esse cenário.
Via Galileu