O TikTok firmou um acordo para transferir sua operação nos Estados Unidos a uma nova empresa com investidores majoritariamente americanos. A iniciativa visa evitar a proibição do aplicativo no país, encerrando uma disputa que durava quase seis anos.
A nova empresa terá controle sobre dados e segurança dos usuários americanos, com servidores localizados nos EUA. A ByteDance, dona chinesa do TikTok, manterá participação minoritária na companhia, que será comandada por Adam Presser.
A mudança promete garantir a continuidade da experiência para os usuários nos EUA, embora permanecam dúvidas sobre alterações no algoritmo. Especialistas destacam a importância de uma auditoria independente para assegurar a privacidade e segurança dos dados.
A TikTok acordo operação EUA foi oficialmente fechado pela ByteDance, controladora chinesa do aplicativo, que vendeu sua filial americana para um grupo de investidores não chineses. A decisão, anunciada em 22 de janeiro, visa evitar o banimento da plataforma no país, encerrando uma disputa política e jurídica que durava quase seis anos.
O processo começou em 2020, quando o governo do então presidente Donald Trump tentou banir o TikTok por preocupações com segurança nacional, alegando riscos relacionados à coleta de dados e influência da China. A ByteDance sempre negou vínculos com o governo chinês.
A nova empresa, criada por meio de uma joint venture, terá 80,1% do capital pertencente a investidores americanos e globais, incluindo Oracle, Silver Lake e MGX, com a ByteDance mantendo 19,9%. Adam Presser, ex-chefe de operações do TikTok, assume como CEO da companhia nos EUA.
Os dados dos usuários norte-americanos serão protegidos pela nova empresa em servidores da Oracle localizados nos Estados Unidos. A joint venture terá autoridade sobre políticas de segurança, moderação de conteúdo, e será auditada por terceiros especializados em segurança cibernética.
Especialistas destacam que o acordo ainda não esclarece se haverá mudanças no algoritmo do TikTok para os usuários americanos, que manifestaram preocupação. O CEO global do TikTok, Shou Chew, afirmou que a mudança garante a continuidade da experiência dos usuários nos EUA.
Via g1