O ministro do STF Dias Toffoli declarou-se suspeito para julgar o pedido de CPI que investigaria o Banco Master. A decisão foi motivada por foro íntimo, e o processo foi encaminhado para outro relator.
O pedido foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg, que obteve apoio para a CPI. A investigação enfrenta resistência na Câmara. Toffoli renunciou após ligação familiar com empresa ligada ao banco.
O escândalo envolve acusações de fraude, prisão do dono do Banco Master e bloqueio de bens. Investigações apontam para carteiras de crédito falsas e irregularidades entre bancos.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli declarou-se suspeito para julgar o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria a relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). A decisão foi formalizada nesta quarta-feira (11) por motivos de foro íntimo, com o processo encaminhado para nova designação de relator.
O pedido de CPI foi apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg, do PSB, que afirma contar com o apoio de mais de um terço dos membros da Câmara dos Deputados, requisito necessário para abertura da investigação. No entanto, a instalação da CPI enfrentou resistência do presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos-PB.
Toffoli já havia sido inicialmente sorteado para relatar o caso no STF, mas renunciou à função após a divulgação de que uma empresa ligada à sua família, da qual era sócio, vendeu parte de um resort a um fundo associado ao Banco Master em 2021. O novo relator designado é o ministro André Mendonça.
O escândalo envolvendo o Banco Master envolve acusações de fraude e resultou na prisão do dono da instituição, Daniel Vorcaro, acusado de emitir títulos de crédito falsos. Em novembro de 2025, a 10ª Vara Federal de Brasília bloqueou bens do Banco Master, BRB e executivos no valor de R$ 12,2 bilhões, como parte da Operação Compliance Zero.
As investigações, abertas em 2024, surgiram após denúncia do Ministério Público Federal sobre a possível criação de carteiras de crédito falsas, negociadas entre instituições bancárias e substituídas por ativos sem avaliação técnica adequada, segundo a Polícia Federal.
Via Sputnik Brasil