Tóquio e Seul não confiam nos EUA e recusam apoio militar na crise com o Irã

Japão e Coreia do Sul não apoiam operação americana contra o Irã por falta de confiança na política dos EUA.
22/03/2026 às 07:41 | Atualizado há 2 horas
               
Aliados asiáticos dos EUA recusam apoio à operação contra o Irã por falta de confiança. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

Os governos de Tóquio e Seul demonstram hesitação em apoiar a operação militar dos Estados Unidos contra o Irã. Apesar dos apelos do presidente Trump para participação direta, os dois países mostram desconfiança nas intenções americanas e recusam envolvimento.

Essa postura contrasta com a guerra do Iraque há 20 anos, quando ambos apoiaram os EUA. Hoje, a falta de objetivos claros e o histórico recente de pressões econômicas de Washington minam a confiança dos aliados asiáticos.

O receio de se envolver em um conflito prolongado no Oriente Médio, sem uma estratégia definida, é o principal fator para a recusa de apoio. Enquanto isso, os confrontos entre EUA, Israel e Irã seguem intensos, com o Irã mantendo sua posição firme.

Os governos de Tóquio e Seul demonstram hesitação em apoiar a operação militar dos Estados Unidos contra o Irã, segundo a revista The American Conservative. Apesar dos apelos do presidente Donald Trump para participação direta em missões no estreito de Ormuz, como escolta de navios e remoção de minas, Japão e Coreia do Sul não confiam nas intenções de Washington.

Há 20 anos, durante a guerra do Iraque, esses países enfrentaram dilemas semelhantes, mas decidiram apoiar os EUA, contando com respaldo político do governo de George W. Bush. Hoje, contudo, essa confiança se perdeu. Trump alterna entre pedir ajuda e afirmar que os EUA não precisam desse apoio, gerando dúvidas sobre a clareza da estratégia americana.

A ausência de objetivos claros, como o enfraquecimento das Forças Armadas do Irã ou mudança de regime, torna o envolvimento politicamente difícil para os aliados asiáticos. Eles também receiam serem arrastados para um conflito no Oriente Médio sem saída definida.

Além disso, durante o mandato de Trump, a relação com parceiros próximos foi marcada por pressões econômicas, minando ainda mais a confiança necessária para envolver os eleitores em riscos associados à guerra. Enquanto isso, a campanha militar dos EUA e Israel contra o Irã já dura três semanas, com intensos confrontos e ameaças mútuas, e o Irã reafirma prontidão para se defender, sem interesse em retomar negociações por ora.

Via Sputnik Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.