Na Islândia, uma tradição anual mobiliza moradores e voluntários para ajudar filhotes de papagaios-do-mar, conhecidos como puffins, a chegarem ao oceano. Os pássaros nascem nos penhascos e, ao ganharem maturidade, voam guiados pela luz da Lua, mas as luzes artificiais das cidades os confundem.
Durante agosto e setembro, voluntários recolhem os filhotes em locais iluminados para protegê-los e transportá-los a áreas seguras junto ao mar. No dia seguinte, eles são soltos na costa, recebendo um impulso gentil para começarem a voar.
Essa prática é essencial para preservar a espécie, ameaçada pelo aquecimento dos oceanos e a diminuição dos peixes disponíveis para alimentação. A tradição ajuda a garantir a sobrevivência dos papagaios-do-mar frente a esses desafios ambientais recentes.
Na Islândia, uma tradição anual chama atenção: a prática de ajudar os filhotes de papagaios-do-mar a chegarem ao oceano. Conhecidos como puffins, esses pássaros nativos do Atlântico Norte criam seus filhotes em tocas nos penhascos. Com a chegada da maturidade, os jovens se orientam pela luz da Lua para voar ao mar, mas as luzes artificiais das cidades os confundem, fazendo com que muitos fiquem perdidos em terra.
Durante agosto e setembro, moradores e voluntários percorrem as ruas à noite coletando esses filhotes, que podem ser encontrados em locais iluminados, como hospitais e postos de gasolina. Usando luvas para evitar contaminações e proteger as penas, eles recolhem os pássaros e os transportam para locais seguros. Algumas aves são resgatadas até mesmo na água para evitar que o óleo nas asas as afunde.
No dia seguinte, os filhotes são soltos próximos ao oceano, muitas vezes recebendo um impulso gentil pelos voluntários para que comecem a voar. Essa ação não é apenas cultural, mas vital para a preservação da espécie, já que os papagaios-do-mar enfrentam queda populacional devido ao aquecimento dos oceanos e à redução de peixes, seu alimento principal.
Estudos indicam que um aumento de apenas 1º C na temperatura marinha pode reduzir a reprodução dessas aves em até 55%. Além disso, a maturidade tardia e a produção limitada de ovos dificultam a recuperação populacional. Por isso, essa tradição islandesa desempenha um papel importante na conservação dessa espécie que tem diminuído significativamente nos últimos anos.
Via Super