O Tribunal Regional Federal da 6ª Região decidiu restaurar os benefícios de segurança e motoristas para o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão unânime da 4ª Turma do tribunal garante a continuidade desses serviços, mesmo durante o período em que Bolsonaro está preso.
A determinação considerou que a legislação que assegura esses direitos a ex-presidentes não os impede em caso de prisão. O tribunal ressaltou que os motoristas também atendem à equipe administrativa ligada ao ex-mandatário, mantendo o funcionamento dos serviços essenciais.
Essa decisão poderá gerar debates sobre os limites dos benefícios garantidos a ex-chefes de Estado em situações excepcionais, evidenciando a necessidade de revisões legais futuras.
O Tribunal Regional Federal da 6ª Região determinou a restauração dos benefícios concedidos ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo a disponibilização de seguranças e motoristas. A decisão unânime da 4ª Turma, formalizada em 13 de março, garante a continuidade desses serviços mesmo durante o período em que Bolsonaro está preso.
Inicialmente, a 8ª Vara Cível de Belo Horizonte havia suspendido parte dessas assistências, o que motivou a contestação pela defesa do ex-presidente no TRF-6. A relatora do caso, desembargadora Mônica Sifuentes, já tinha concedido uma liminar para restabelecer a equipe de segurança anteriormente, mas manteve a suspensão dos motoristas até o julgamento final.
No julgamento de mérito, o tribunal entendeu que a legislação que assegura benefícios a ex-presidentes não prevê exclusão automática desses direitos em razão da prisão. Além disso, foi ressaltado que os motoristas prestam serviço não apenas ao ex-mandatário, mas também à equipe que realiza funções administrativas e institucionais ligadas a ele.
A decisão reforça que a retirada do suporte comprometeria o funcionamento desses serviços remanescentes. Com isso, Bolsonaro mantém acesso à estrutura oficial que inclui carros, segurança, motoristas e assessores até que haja alteração legal específica.
Essa medida jurídica deve gerar debate acerca dos limites dos benefícios garantidos a ex-chefes de Estado em situações de detenção, reforçando a necessidade de discussão sobre possíveis mudanças na legislação.
Via