Trump afirma que Estados Unidos podem intensificar ações militares na Nigéria

Donald Trump alerta para possível aumento de ataques militares dos EUA na Nigéria diante da violência contra cristãos.
08/01/2026 às 19:42 | Atualizado há 24 horas
               
Trump alerta para possíveis ataques dos EUA na Nigéria se cristãos forem mortos. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que pode haver mais ataques militares americanos na Nigéria caso a violência contra cristãos no país africano continue. O comentário foi feito após uma operação dos EUA contra militantes do Estado Islâmico na região noroeste da Nigéria em resposta a pedido do governo local.

Trump ressaltou a possibilidade de novas ações militares se os ataques contra cristãos persistirem, apesar do governo nigeriano afirmar que a operação foi contra terroristas e sem foco religioso. Enquanto isso, a população da Nigéria está dividida entre cristãos e muçulmanos, e o país enfrenta desafios com insurgentes islâmicos.

As autoridades nigerianas negam perseguição religiosa sistemática e garantem que militantes também atacam muçulmanos. O governo segue colaborando com os EUA para combater grupos extremistas na região, buscando estabilidade e segurança para a população.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que podem ocorrer mais ataques militares dos EUA na Nigéria caso continue a violência contra os cristãos no país africano. As afirmações foram feitas em entrevista ao New York Times, publicada nesta quinta-feira. Trump fez o comentário em resposta ao ataque dos EUA contra militantes do Estado Islâmico na região noroeste da Nigéria no dia de Natal, realizado a pedido do governo local.

Enquanto o governo nigeriano afirma que a operação foi uma ação conjunta contra terroristas, sem ligação com religiões específicas, Trump ressaltou que, se os ataques contra cristãos persistirem, outras ações podem ser desencadeadas. Ele também mencionou que acredita que a maioria das vítimas da violência no país são cristãs, embora seu próprio conselheiro para a África tenha afirmado que mais muçulmanos estão sendo mortos.

O líder americano já havia alertado para uma suposta “ameaça existencial” ao cristianismo na Nigéria, ameaçando intervenção militar devido ao que considera falha do governo local em controlar a violência contra as comunidades cristãs. A população da Nigéria, superior a 230 milhões, é praticamente dividida entre cristãos, presentes no sul, e muçulmanos, no norte, região afetada por insurgentes islâmicos como o Boko Haram.

Apesar das preocupações externas, as autoridades nigerianas rejeitam que exista perseguição sistemática contra cristãos no país e garantem que militantes têm atacado muçulmanos igualmente. O governo do país pretende continuar trabalhando com os Estados Unidos para combater os grupos extremistas.

Via Money Times

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