Trump não consegue conter a influência da China, segundo especialista

Especialista da Vista Capital analisa as barreiras que Trump enfrenta para conter a ascensão da China no cenário global.
25/07/2025 às 21:23 | Atualizado há 1 mês
Parar a China
Explosão de produtividade na China impulsiona novo ciclo de crescimento com investimentos em tecnologia. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

Em um cenário global de crescentes tensões comerciais, surge a questão: seria possível Parar a China em sua ascensão econômica? João Landau, sócio-fundador da Vista Capital, abordou essa questão durante a Expert XP 2025, jogando luz sobre os desafios enfrentados pelos Estados Unidos nessa disputa. A análise de Landau oferece uma perspectiva sobre as dinâmicas de poder em jogo e as possíveis estratégias para o futuro.

Para Landau, a economia chinesa demonstra uma “explosão de produtividade”, impulsionada por energia acessível, investimentos robustos em infraestrutura e um foco estratégico em tecnologia. Esses elementos combinados conferem à China uma vantagem competitiva significativa. A China, segundo Landau, trilhou um caminho de crescimento notável desde 2002, inicialmente com manufatura simples, e agora se encontra em um novo ciclo, impulsionado por investimentos maciços em tecnologia.

Dois fatores foram cruciais para o sucesso chinês, de acordo com Landau. Primeiro, a China evitou a “armadilha da classe média” após o aumento do PIB per capita. Segundo, a ausência de lobby permitiu que o país se concentrasse na aceleração tecnológica. Com isso, a China estaria vencendo a primeira etapa por estar mais bem preparada do que os Estados Unidos.

A guerra comercial imposta pelos EUA pode ter um efeito moderador, mas a verdadeira chave para competir com a China reside em estabelecer uma agenda de produtividade, seja por meio de energia nuclear ou regulamentações. Essa estratégia é essencial para quem busca Parar a China e equilibrar a competição.

João Landau, da Vista Capital, sugere que os Estados Unidos precisam se ajustar à realidade de uma China cada vez mais influente, concentrando-se em fortalecer sua própria competitividade. O futuro da economia global dependerá da capacidade dos países de se adaptarem e competirem nesse novo cenário.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.