Trump segue sem apoio claro de aliados para enviar navios ao Estreito de Ormuz

Pedido de Trump para enviar navios ao Estreito de Ormuz não recebe apoio dos aliados principais como França, Noruega e Japão.
15/03/2026 às 17:01 | Atualizado há 3 dias
               
França, Noruega e Japão não planejam enviar navios ao Estreito de Ormuz por ora. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu apoio de aliados como França, Noruega e Japão para o envio de navios ao Estreito de Ormuz, mas não obteve compromisso claro. Essas nações mantêm suas posições, priorizando estratégias defensivas e diplomáticas.

França afirmou que mantém seu grupo de ataque no Mediterrâneo e não pretende alterar sua estratégia. Noruega e Japão também descartaram o envio imediato de embarcações ao estreito, analisando cuidadosamente as decisões militares e legais.

A região do Estreito de Ormuz permanece tensa após confrontos entre EUA, Israel e Irã, afetando a segurança da navegação e impactando o comércio global de energia.

O apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que aliados enviem navios ao Estreito de Ormuz ainda não obteve resposta firme de países como França, Noruega e Japão. Apesar das tensões na região, essas nações afirmam não ter planos para deslocar suas embarcações ao local.

O Ministério das Relações Exteriores da França declarou que mantém seu grupo de ataque de porta-aviões no Mediterrâneo Oriental, adotando uma postura defensiva e voltada à proteção, sem alterar sua estratégia. A ministra das Forças Armadas francesas, Catherine Vautrin, ressaltou a prioridade dada a iniciativas diplomáticas.

Já a Noruega comunicou, via porta-voz do Ministério da Defesa, que não pretende enviar navios ao estreito, embora reconheça a gravidade da situação no Oriente Médio, pedindo respeito ao direito internacional e soluções diplomáticas.

O Japão, por sua vez, enfatiza que as decisões sobre mobilização militar são independentes e orientadas por análises internas, inclusive quanto à legalidade das ações dos EUA e Israel. A pressão americana, principalmente durante visita da primeira-ministra Sanae Takaichi a Washington, pode criar desafios políticos para Tóquio.

As tensões no Oriente Médio, intensificadas desde ataques coordenados dos EUA e Israel contra o Irã, resultam em retaliações iranianas e bloqueios à navegação no Estreito de Ormuz, passagem crucial para o comércio global de energia. A instabilidade tem provocado mudanças nas rotas de petróleo, impactando países e empresas ao redor do mundo.

Via Sputnik Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.