Tunisianos buscam preservar raça de cachorro histórica

Tunisianos tentam salvar uma raça de cachorro que chegou ao país há séculos, preservando parte de sua rica história.
27/06/2025 às 13:02 | Atualizado há 2 meses
Raça de cachorro
Hibridização: a introdução de espécies estrangeiras na natureza impacta ecossistemas. (Imagem/Reprodução: Redir)

Os sloughis, raça de cachorro de origem norte-africana, são mais do que apenas belos animais de estimação; eles são parte integrante da história e cultura das tribos nômades há séculos. Imortalizados em mosaicos romanos na Tunísia, esses cães de silhueta elegante enfrentam um futuro incerto. Esforços estão sendo feitos para preservar esta linhagem, ameaçada pelo cruzamento de raças.

A história do sloughi está intrinsecamente ligada ao norte da África. Companheiros leais de tribos nômades por gerações, eles são mais do que meros animais: são símbolos de um modo de vida. Sua representação em mosaicos romanos na Tunísia atesta sua antiguidade e importância cultural, refletindo como essa raça de cachorro era valorizada e integrada na sociedade da época.

O cruzamento de raças representa uma ameaça significativa à pureza genética do sloughi. Quando diferentes raças se misturam, as características únicas que definem o sloughi podem se diluir ao longo do tempo. Isso não apenas afeta a aparência física, mas também pode influenciar o temperamento e as habilidades para as quais a raça de cachorro foi originalmente desenvolvida.

Diante dessa ameaça, criadores e entusiastas na Tunísia estão se unindo para garantir a sobrevivência do sloughi. Programas de criação seletiva, onde apenas os cães que atendem aos padrões da raça são permitidos a se reproduzir, são cruciais para manter a integridade genética. Além disso, esforços de conscientização são importantes para educar o público sobre a importância de preservar essa raça de cachorro.

A preservação do sloughi transcende a mera proteção de uma raça de cachorro; é um ato de salvaguarda do patrimônio cultural. Ao garantir que as futuras gerações possam apreciar e conviver com esses animais, os tunisianos estão preservando um elo vital com o passado e honrando a história e tradições de seus ancestrais.

Via Folha de São Paulo

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