UE investiga Google por uso de conteúdo em IA sem pagar autores e veículos

União Europeia investiga Google por usar conteúdo de imprensa e criadores em IA sem compensação.
09/12/2025 às 21:26 | Atualizado há 4 meses
               
Big Tech alerta que investigação pode frear inovação, mas promete cooperação. (Imagem/Reprodução: Redir)

A União Europeia iniciou uma investigação para verificar se o Google utiliza conteúdos de veículos de comunicação e criadores sem oferecer pagamento adequado. O foco está no uso de vídeos do YouTube e textos para treinar modelos de inteligência artificial.

A apuração também avalia se o Google impõe condições desvantajosas para esses fornecedores de conteúdo, o que poderia prejudicar a concorrência. A empresa afirma estar disposta a colaborar, apesar de críticas sobre o impacto na inovação.

O caso destaca a discussão global sobre o equilíbrio entre avanços tecnológicos e o respeito aos direitos de criadores e propriedade intelectual.

A União Europeia iniciou uma investigação para apurar se o Google utiliza conteúdos online de veículos de comunicação e criadores sem oferecer a compensação adequada. A dúvida central é se a empresa distorce a concorrência, impondo condições desvantajosas a esses fornecedores de informação no desenvolvimento de seus serviços de inteligência artificial.

O foco da apuração recai sobre o uso de vídeos do YouTube para treinar modelos generativos de IA, sem remuneração aos autores nem a possibilidade de exclusão desse uso. A Comissão Europeia também examina se conteúdos de outros sites, como jornais, são utilizados para gerar resumos nos resultados de busca e no chamado Modo IA do Google, tudo sem autorização ou pagamento.

Além disso, as políticas do YouTube impedem concorrentes de treinar seus modelos com esses dados, o que levanta preocupações sobre práticas anticoncorrenciais. O Google criticou a apuração, alertando que ela poderia frear a inovação, porém diz estar disposto a colaborar com os setores envolvidos, como notícias e criatividade.

Essa investigação ocorre em meio a várias ações legais e regulatórias que questionam o uso de dados disponíveis na internet para alimentar grandes modelos generativos, incluindo processos nos Estados Unidos e na Europa. Editors e criadores recorrem regularmente à Justiça para proteger seus direitos diante da ausência de compensação.

Este caso contribui para o debate global sobre a necessidade de equilíbrio entre avanço tecnológico e respeito à propriedade intelectual e aos direitos dos criadores de conteúdo.

Via Folha de S.Paulo

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