Como um ancestral de 600 milhões de anos deu origem aos olhos dos vertebrados modernos

Entenda como um olho antigo influenciou a evolução visual dos vertebrados há 600 milhões de anos.
27/02/2026 às 19:01 | Atualizado há 8 horas
               
Mudanças no estilo de vida dos ancestrais alteraram a evolução dos olhos dos vertebrados. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Estudos recentes das universidades de Lund e Sussex revelam que a evolução dos vertebrados começou com uma criatura de olho único no topo da cabeça, chamada de “ciclope”. Esse olho primitivo, capaz de distinguir luz e escuridão, surgiu há cerca de 600 milhões de anos e influenciou o desenvolvimento dos olhos modernos.

Esse organismo, semelhante a uma minhoca, usava esse olho para orientação espacial apesar de seu estilo de vida sedentário. Com o tempo, a necessidade visual aumentou, e os vertebrados desenvolveram olhos pares mais complexos, conectados diretamente ao cérebro, capazes de formar imagens.

O olho original não desapareceu totalmente; ele evoluiu para a glândula pineal, ou “terceiro olho”, que ajuda a regular o ritmo circadiano ao captar a luz do ambiente. Essa pesquisa conecta o passado distante com a biologia atual dos vertebrados.

Um estudo recente das universidades de Lund, na Suécia, e Sussex, no Reino Unido, revela que a evolução dos vertebrados começou com uma criatura com um único olho no topo da cabeça, chamada de “ciclope”. Publicada na revista Current Biology, a pesquisa mostra que esse olho primitivo capaz de distinguir luz e escuridão surgiu há cerca de 600 milhões de anos, influenciando o desenvolvimento dos olhos modernos.

Essa antiga forma de visão, presente em um organismo estimado similar às minhocas atuais, permitia reconhecer a orientação espacial, apesar de seu estilo de vida sedentário e consumo de plâncton. O olho mediano acabou desaparecendo, mas as células fotorreceptoras permaneceram no centro da cabeça.

Com mudanças no comportamento e atividade, as necessidades visuais aumentaram, levando à evolução de olhos pares mais complexos, conectados diretamente ao cérebro, capazes de formar imagens. Essa transição explica as diferenças entre os olhos dos vertebrados e de outros animais, como insetos e lulas, cujos órgãos oculares se originam da pele e não do cérebro.

Outra descoberta importante é que o olho original não sumiu completamente: ele evoluiu para a glândula pineal, localizada no centro do cérebro. Esse “terceiro olho” contribui para a regulação do ritmo circadiano ao captar informações luminosas do ambiente, regulando o sono conforme o ciclo claro e escuro.

Esse estudo esclarece a origem dos olhos modernos e destaca a permanência funcional dos vestígios do olho de ciclope nos vertebrados, conectando passado remoto e presente biológico.

Via Galileu

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