Como uma foto de Kim Kardashian ajudou a desvendar um mistério arqueológico egípcio

Foto de Kim Kardashian no Met Gala ajudou a expor tráfico de artefato egípcio no Museu Metropolitano de Nova York.
18/02/2026 às 10:02 | Atualizado há 2 horas
               
A descrição cria uma atmosfera de mistério e descobertas arqueológicas, combinando elementos históricos e modernos. (Imagem/Reprodução: Super)

Uma foto de Kim Kardashian no Met Gala 2018 revelou a origem de um sarcófago dourado saqueado do Egito durante a Primavera Árabe. O caixão, de cerca de 2 mil anos, foi contrabandeado e falsificado antes de ser exibido no Museu Metropolitano de Arte, em Nova York.

A imagem da socialite circulou e levou a uma denúncia anônima que acelerou a investigação. Essa ação expôs uma rede internacional de tráfico de antiguidades, culminando na prisão do gerente responsável pela documentação falsa.

O Museu Metropolitano devolveu o artefato ao Egito em 2019, reconhecendo o erro. Esse caso mostra como uma foto pode ajudar na proteção do patrimônio cultural e no combate ao comércio ilegal de artefatos arqueológicos.

Uma foto de Kim Kardashian no Met Gala 2018 revelou um mistério arqueológico egípcio de cerca de 2 mil anos. A socialite posou ao lado de um sarcófago dourado, que seria o artefato saqueado do túmulo do sacerdote ptolomaico Nedjemankh durante a turbulência da Primavera Árabe em 2011.

O sarcófago foi contrabandeado do Egito, passando por vários países, sendo finalizado com documentação falsificada para entrada no Museu Metropolitano de Arte, em Nova York, onde foi exibido como peça central de uma mostra. O museu pagou US$ 4 milhões pelo caixão sem saber que era fruto de tráfico ilegal.

A imagem de Kim circulou amplamente, o que levou um informante anônimo a denunciar o crime às autoridades. Isso acelerou a investigação que revelou a rede internacional de tráfico de antiguidades, incluindo falsificações feitas em Emirados Árabes e Alemanha antes de chegar ao museu.

Como consequência, o gerente da galeria responsável pela documentação falsa foi preso, e o Met devolveu o sarcófago ao Egito em 2019, assumindo que foi enganado ao adquirir a peça. O museu prometeu revisar seus processos para evitar futuros incidentes envolvendo artefatos com procedência duvidosa.

O caso ilustra como até uma imagem popular pode ajudar a identificar e combater o comércio ilegal de antiguidades. A restituição do sarcófago marcou uma vitória importante na proteção do patrimônio cultural do Egito.

Via Super

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