UNICEF divulga dados sobre o abuso sexual de adolescentes brasileiros online

Estudo do UNICEF aponta que 3 milhões de adolescentes brasileiros sofrem abuso sexual facilitado pela internet em um ano.
21/03/2026 às 12:41 | Atualizado há 4 horas
               
Relatório detalhado produzido em parceria com ECPAT Internacional e Interpol. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

No Brasil, cerca de 3 milhões de adolescentes entre 12 e 17 anos foram vítimas de abuso sexual facilitado pela internet, segundo estudo do UNICEF em parceria com outras organizações.

A pesquisa mostra que quase metade dos agressores é conhecida das vítimas, que muitas vezes não denunciam o abuso, dificultando o combate ao problema.

O estudo alerta para a necessidade de ações conjuntas entre governo, famílias e setor privado para proteger os jovens no ambiente digital e destaca as falhas na aplicação das leis brasileiras.

No Brasil, cerca de 3 milhões de crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos sofreram exploração e abuso sexual facilitados pela tecnologia em apenas um ano, segundo um estudo recente do UNICEF em parceria com ECPAT Internacional e Interpol. A violência sexual online envolve o uso de ferramentas digitais para aliciar, extorquir, produzir ou divulgar conteúdo abusivo, podendo ocorrer só no ambiente virtual ou também presencialmente.

De acordo com a pesquisa, em quase metade dos casos (49%), o agressor é alguém conhecido da vítima, enquanto 26% relataram pessoas desconhecidas. Outros 25% não conseguiram ou não quiseram identificar o responsável, refletindo os desafios para denúncias, especialmente quando a vítima convive com o agressor. Além disso, 34% das vítimas não revelaram a violência a ninguém.

A comunicação entre vítima e agressor utilizou canais online em 66% das situações. Plataformas como Instagram e WhatsApp foram as mais frequentes, seguidas por jogos online. A exposição a conteúdos sexuais não solicitados foi registrada como a forma mais comum de violência, afetando 14% dos entrevistados.

O estudo ressalta que a presença das tecnologias digitais amplia e facilita formas já existentes de abuso, em vez de criar novas. Por isso, há um chamado para que governo, setor privado, escolas, famílias e comunidades se unam para proteger crianças e adolescentes de toda forma de violência, tanto no digital quanto fora dele.

Ainda há lacunas na aplicação das leis brasileiras para esses casos, apesar da legislação vigente. A pesquisa sugere que reconhecer essas falhas pode ajudar a oferecer respostas mais eficazes e centradas na proteção das vítimas.

Via Galileu

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Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.