A Unilever está em negociações para vender seu negócio de alimentos à empresa americana McCormick & Company, unindo marcas como Hellmann’s, Knorr e Cholula. O movimento reflete a estratégia do CEO Fernando Fernandez de focar em categorias de beleza e cuidados pessoais após a venda da divisão de sorvetes.
Apesar de representar cerca de 25% das vendas da Unilever em 2025, o setor alimentício enfrenta desafios como a rejeição crescente a alimentos processados. A operação envolveria valores estimados entre 28 e 31 bilhões de euros e ainda não tem garantia de fechamento.
As ações da Unilever reagiram positivamente com alta próxima a 1%. A negociação é estratégica e pode impactar o mercado, mas detalhes financeiros permanecem confidenciais.
A Unilever está em tratativas para vender seu negócio de alimentos para a McCormick & Company, concorrente norte-americana menor. O acordo potencial uniria marcas como Hellmann’s e Knorr da Unilever com o molho picante Cholula, produzido pela McCormick.
A empresa britânica confirmou o recebimento de uma proposta, enquanto a McCormick declarou estar em conversas para uma possível operação estratégica envolvendo o setor de alimentos da Unilever. As ações da Unilever reagiram positivamente, abrindo com alta próxima a 1%.
Essa negociação indica um movimento do CEO Fernando Fernandez para focar em categorias de beleza e cuidados pessoais, seguindo a separação da divisão de sorvetes no ano anterior. Em 2025, o setor de alimentos representou cerca de 25% das vendas totais da empresa, gerando mais de 12,9 bilhões de euros.
Apesar da relevância, o ramo enfrenta desafios com a crescente rejeição a alimentos processados. Autoridades nos Estados Unidos, como o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., alertam sobre riscos associados a estes produtos, enquanto a procura por medicamentos à base de GLP-1 tem influenciado a redução na ingestão alimentar dos consumidores.
Analistas do banco Barclays estimam o valor da divisão entre 28 e 31 bilhões de euros. Considerando que a McCormick possui valor de mercado inferior, em torno de 14,5 bilhões de dólares, a operação representaria um movimento financeiro significativo. A Unilever, por sua vez, tem capitalização próxima a 136 bilhões de dólares.
Ambas as companhias ressaltaram que não há garantia de fechamento do acordo e não divulgaram detalhes financeiros.
Via InfoMoney