Universidades brasileiras lançam estudo para mitigar efeitos das mudanças climáticas em favelas

Universidades realizam pesquisa para diminuir os impactos das mudanças climáticas nas favelas do Brasil.
03/01/2026 às 11:02 | Atualizado há 1 semana
               
Brasil tem mais de 12 mil favelas, abrigando 16,39 milhões de pessoas em 2022. (Imagem/Reprodução: Startupi)

O Brasil possui mais de 12 mil favelas, onde vivem cerca de 16,39 milhões de pessoas, que enfrentam riscos ambientais como enchentes e deslizamentos causados pelas mudanças climáticas. Essas áreas sofrem com moradias precárias e falta de infraestrutura adequada.

Uma pesquisa liderada pela Universidade de Glasgow, em parceria com instituições brasileiras, está em andamento em Curitiba, Natal e Niterói. O estudo envolve comunidades locais e órgãos públicos para gerar dados que ajudem na criação de políticas e ações de adaptação ao clima.

Com mais de R$ 14 milhões em apoio, o projeto integra universidades como PUCPR, FGV EAESP, Fiocruz e UFRN. A meta é mapear vulnerabilidades sociais e ambientais para orientar medidas que melhorem a qualidade de vida nas favelas e sirvam de modelo para outras regiões.

O Brasil concentra mais de 12 mil favelas, onde vivem cerca de 16,39 milhões de pessoas, segundo o Censo 2022. Essa população enfrenta grandes desafios diante das mudanças ambientais, sofrendo com impactos das mudanças climáticas como enchentes, deslizamentos e ondas de calor, devido à precariedade das moradias e falta de infraestrutura adequada.

Um estudo liderado pela Universidade de Glasgow, em parceria com instituições brasileiras, procura entender melhor como o risco ambiental combinado à vulnerabilidade social afeta a qualidade de vida nesses locais. O projeto está em andamento nas cidades de Curitiba, Natal e Niterói, por meio de Laboratórios Urbanos Participativos que envolvem associações de moradores e agências governamentais.

A iniciativa tem três focos principais: gerar dados que auxiliem políticas públicas; mobilizar as comunidades em ações de adaptação climática; e fortalecer a coordenação municipal para transformar informações em medidas práticas que promovam a saúde dessas populações.

Com aporte superior a R$ 14 milhões da fundação Wellcome Trust, o projeto PACHA integra universidades como PUCPR, FGV EAESP, Fiocruz e UFRN, reunindo especialistas em clima, saúde e ciências sociais. A proposta é mapear vulnerabilidades considerando gênero, raça e idade, além de sistematizar as evidências para fundamentar políticas sociais e ambientais para favelas.

Ao unir dados climáticos e de saúde com participação comunitária, o programa pretende criar soluções que atendam às desigualdades e às condições específicas dessas áreas urbanas, oferecendo um modelo para outras regiões brasileiras enfrentarem os efeitos do clima.

Via Startupi

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.