Universidades chinesas avançam em rankings globais; instituições americanas recuam

Universidades chinesas ganham posições nos rankings globais enquanto instituições dos EUA enfrentam queda.
15/01/2026 às 14:38 | Atualizado há 4 semanas
               
Harvard cai para 3º em produção acadêmica; universidades dos EUA perdem espaço global. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

Universidades chinesas têm se destacado em rankings globais de pesquisa acadêmica, assumindo as primeiras posições entre as melhores instituições do mundo. A Zhejiang University, na China, superou Harvard, que caiu para o terceiro lugar, refletindo um avanço significativo das universidades chinesas.

Esse movimento ocorre em meio a cortes no financiamento para pesquisa nas universidades americanas e a políticas restritivas para acadêmicos estrangeiros. A China investe fortemente em ciência e tecnologia, atraindo pesquisadores internacionais e aumentando sua produção científica.

A mudança indica uma reconfiguração na liderança acadêmica mundial, evidenciando a crescente importância da produção científica para o desenvolvimento tecnológico e a competitividade dos países.

Universidades chinesas vêm crescendo expressivamente em posições de destaque em rankings globais focados em produção acadêmica, enquanto instituições americanas perdem espaço. Segundo o Leiden Ranking, da Universidade de Leiden, na Holanda, a Zhejiang University, localizada em Hangzhou, China, assumiu a liderança, ultrapassando a tradicional Harvard, que caiu para a 3ª colocação.

Esse movimento representa uma mudança na dinâmica da pesquisa global, com instituições chinesas aumentando consideravelmente o volume e a qualidade de suas publicações científicas. Atualmente, oito das 10 primeiras posições do ranking são ocupadas por universidades chinesas, um contraste com o cenário do início dos anos 2000, quando sete das 10 melhores eram americanas e apenas uma chinesa figurava no top 25.

O avanço chinês ocorre em meio a cortes significativos nos financiamentos federais para pesquisa nas universidades dos EUA e a restrições que afetam acadêmicos internacionais. Enquanto as universidades americanas continuam aumentando a produção, o ritmo de crescimento da China é mais intenso, refletindo investimentos bilionários e políticas voltadas a atrair pesquisadores estrangeiros.

Essas mudanças sinalizam uma nova configuração na liderança acadêmica mundial e ressaltam a importância da produção científica não só para o prestígio das instituições, mas também para a competitividade dos países em inovação tecnológica e conhecimento avançado.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.