Uso prolongado de melatonina pode causar riscos à saúde cardíaca, alerta estudo

Estudo revela que melatonina usada por longos períodos pode aumentar riscos cardíacos e hospitalizações. Acompanhe recomendações médicas.
30/01/2026 às 08:41 | Atualizado há 3 horas
               
Produto autorizado, mas sem orientação médica pode trazer riscos à saúde. (Imagem/Reprodução: Super)

Pesquisa recente mostrou que o uso de melatonina por mais de um ano eleva em até 90% o risco de insuficiência cardíaca. Além disso, a chance de hospitalização por problemas cardíacos aumenta em 250%, e a mortalidade por qualquer causa pode dobrar.

Apesar de ser vendida sem receita, a melatonina é um hormônio importante para o sono e outras funções do corpo. O uso sem orientação médica pode causar sonolência, tonturas e outros efeitos colaterais, principalmente quando a dose recomendada é ultrapassada.

Especialistas indicam que a melatonina deve ser usada apenas em casos específicos, com acompanhamento profissional. Para tratar insônia, terapias comportamentais e hábitos saudáveis são opções mais seguras e eficazes.

Embora melatonina seja vendida sem prescrição pela Anvisa, seu uso sem acompanhamento médico pode trazer riscos importantes. Um estudo preliminar apresentado em 2025 pela Associação Americana do Coração analisou mais de 130 mil pacientes e identificou que pessoas que usaram a melatonina por pelo menos um ano tiveram até 90% mais chances de desenvolver insuficiência cardíaca.

Além disso, o risco de hospitalização por essa condição foi 250% maior, e a probabilidade de morte por qualquer causa duplicou em comparação a quem não utilizou o hormônio. Esses números sugerem uma forte associação entre o uso prolongado da melatonina e problemas cardiovasculares, embora não comprovem relação de causa direta.

Apesar da classificação como suplemento alimentar, a melatonina é um neuro-hormônio fundamental para regular o ciclo sono-vigília, produzido pela glândula pineal em resposta à escuridão. Sua função vai além do sono, atuando em processos antioxidantes, imunológicos e no equilíbrio biológico.

O uso indiscriminado pode causar efeitos colaterais como sonolência diurna, tontura e dor de cabeça. Superar a dose recomendada de 0,21 mg pela Anvisa aumenta riscos de acúmulo no organismo e possíveis complicações a longo prazo.

A melatonina é indicada apenas para casos específicos, como distúrbios do ritmo circadiano e deficiência em pessoas cegas. O tratamento para insônia geralmente é mais eficaz e seguro com terapia comportamental e hábitos saudáveis, como higiene do sono e atividade física.

Especialistas alertam que o acompanhamento médico é importante para evitar o uso indevido da melatonina e seus possíveis impactos na saúde.

Via Super

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.