A Vale pretende ampliar sua produção de cobre para mais de 1 milhão de toneladas ao ano, superando a meta inicial de 700 mil toneladas até 2035. A empresa busca explorar melhor seus ativos atuais no Brasil, apostando mais em desenvolvimento interno do que em aquisições.
Enquanto concorrentes investem em compras, a Vale foca em depósitos pouco explorados para aproveitar o crescimento da demanda mundial por cobre, impulsionada pela eletrificação e transição energética. A estratégia visa consolidar a posição da mineradora entre os maiores fornecedores globais.
Além do cobre, a Vale destaca seu foco no níquel, com projetos no Brasil, Canadá e Indonésia. Recentemente, anunciou investimentos conjuntos para ampliar a produção, colocando a empresa em destaque no mercado global de metais.
A unidade de metais básicos da Vale tem como objetivo ultrapassar a produção de 1 milhão de toneladas de cobre ao desenvolver seus ativos atuais no Brasil. A meta inicial era alcançar 700.000 toneladas anuais até 2035, mas o CEO Shaun Usmar revelou estar mais confiante em um crescimento além desse número.
Enquanto grandes mineradoras como Anglo American e Rio Tinto Group apostam em aquisições para expandir a produção, a Vale prefere investir nos depósitos já existentes. Segundo Usmar, esses ativos vêm sendo discutidos há décadas, mas ainda não foram totalmente explorados.
Apenas algumas empresas, como a Freeport-McMoRan, BHP Group, Codelco e Zijin Mining, produzem atualmente mais de 1 milhão de toneladas anuais de cobre. O metal é foco do mercado devido ao aumento do consumo ligado à eletrificação e à transição energética, que também mantém os preços em níveis elevados.
Além do cobre, a Vale também destaca o níquel, extraído no Brasil, Canadá e Indonésia. Recentemente, a empresa anunciou possível parceria com a Glencore no Canadá, para desenvolver projetos na Bacia de Sudbury. Este investimento, estimado em US$ 2 bilhões, deve gerar cerca de 42.000 toneladas anuais de cobre.
A Vale busca consolidar sua posição entre os maiores fornecedores globais de cobre aproveitando seu portfólio interno e investimentos conjuntos. O foco está em destravar potencialidades existentes para acompanhar o crescimento da demanda mundial de cobre.
Via InvestNews