Vale (VALE3) perde os R$ 50 com recuo de 4% na semana

Vale (VALE3) recua 4% e deixa o patamar dos R$ 50. Entenda o que fazer com suas ações agora!
21/06/2025 às 11:47 | Atualizado há 2 meses
Preços do minério de ferro
Vale despenca para R$ 49,62, acumulando queda de 4,13% na semana. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

As ações da Vale (VALE3) enfrentam um período de turbulência no Ibovespa, com uma nova queda que as posiciona abaixo dos R$ 50, sendo negociadas a R$ 49,62. Essa retração semanal atinge 4,13%, elevando a perda anual para 9%. As incertezas em torno da recuperação econômica da China surgem como um fator determinante nesse cenário.

Dados recentes da Mysteel indicam um leve aumento na produção de metal quente, um termômetro da demanda por minério de ferro, com um crescimento de 0,24% na semana, totalizando 2,422 milhões de toneladas até 20 de junho. Contudo, o banco australiano ANZ expressa cautela, projetando que um crescimento significativo na demanda por aço e minério de ferro depende do aquecimento do setor de construção chinês.

A produção de aço bruto na China apresentou uma queda expressiva em maio, quando comparada ao ano anterior, contrariando as expectativas dos analistas. Essa redução alinha-se com as iniciativas do governo chinês de controlar a produção no setor siderúrgico, o que pode impactar negativamente a demanda por minério de ferro, um componente crucial na fabricação do aço.

Ademais, o mercado observa com apreensão as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, somadas à instabilidade no Oriente Médio, fatores que podem ofuscar os esforços de estímulo econômico chinês e afetar a demanda global pela commodity. A Ágora Investimentos, em seu relatório, ressalta que a cautela dos investidores em relação à Vale tem aumentado, especialmente com a aproximação do período sazonalmente mais fraco para a demanda por minério de ferro.

Apesar dos desafios, a Ágora mantém uma perspectiva de que os preços do minério de ferro serão sustentados por fatores como as altas taxas de utilização das siderúrgicas chinesas, a queda nos estoques de minério de ferro e aço, e a melhoria na lucratividade das usinas. A casa de investimentos estima que a Vale pode gerar entre 10% e 13% do seu valor de mercado em caixa nos próximos anos, caso os preços do minério de ferro se mantenham próximos a US$ 100 a tonelada.

Para que a Vale possa distribuir dividendos extraordinários, é crucial que os preços do minério de ferro atinjam uma média superior a US$ 93 por tonelada no segundo semestre. Diante desse cenário, a Ágora reitera sua recomendação de compra para as ações da Vale, com um preço-alvo de R$ 78 para o final de 2025, o que representa um potencial de valorização de 57%.

A expectativa é de que a produção de minério de ferro atinja 82 milhões de toneladas no segundo trimestre, um aumento de 22% em relação ao trimestre anterior. Em relação aos metais básicos, espera-se um Ebitda de US$ 518 milhões.

Via Money Times

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.