Varejo brasileiro registra queda de 1,3% em janeiro com desaceleração da renda, indica Índice Stone

Varejo brasileiro cai 1,3% em janeiro com renda desacelerando e consumo pressionado por juros e crédito mais caro.
11/02/2026 às 06:41 | Atualizado há 5 horas
               
A maioria dos setores do varejo teve queda, com apenas um registrando alta no mês. (Imagem/Reprodução: Forbes)

O varejo brasileiro apresentou queda de 1,3% em janeiro, segundo o Índice Stone. Houve retração de 5,9% nas vendas anuais, com crescimento limitado ao setor de alimentos devido à deflação.

Outros segmentos, como combustíveis e artigos farmacêuticos, tiveram quedas significativas. A renda das famílias desacelera, afetando o consumo, que sofre pela alta dos juros e do crédito.

Regionalmente, o Amapá foi o único estado com crescimento. Estados como Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte sofreram as maiores quedas, refletindo a instabilidade econômica presente no início do ano.

O varejo brasileiro registrou queda de 1,3% em janeiro, conforme apontado pelo Índice do Varejo Stone (IVS). A comparação anual revela retração de 5,9% no volume de vendas, indicando uma desaceleração contínua da atividade econômica no início do ano. Apenas o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou crescimento de 1,4%, impulsionado pela deflação dos preços da alimentação no domicílio.

Outros setores mostraram queda significativa, como artigos farmacêuticos e combustíveis e lubrificantes (-5,6%), material de construção (-3,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,9%), além de móveis e eletrodomésticos (-0,3%). O segmento de tecidos, vestuário e calçados manteve estabilidade na comparação mensal.

Apesar de o mercado de trabalho apresentar resultados sólidos, a renda começa a mostrar sinais de moderação. O consumo se mantém pressionado por um cenário financeiro restritivo, com juros altos, crédito mais caro e elevado nível de endividamento das famílias, limitando o poder de compra no setor varejista.

No acumulado do ano, todas as categorias do varejo tiveram retração. As maiores quedas foram em combustíveis e lubrificantes (-15,1%), artigos farmacêuticos (-7,5%) e tecidos, vestuário e calçados (-6,7%).

Regionalmente, somente o Amapá apresentou crescimento anual de 2,9%. Os estados com maiores baixa nas vendas incluem Rio Grande do Sul (-10,2%), Rio Grande do Norte (-7,6%) e Amazonas (-7,3%). Segundo o economista Guilherme Freitas, o desempenho negativo também atingiu estados que vinham apresentando evolução positiva em meses anteriores.

Via Forbes

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