Dmitry N. Kozak, ex-vice-chefe de gabinete de Putin e aliado de longa data, manifestou sua discordância em relação à guerra na Ucrânia logo nos primeiros dias da invasão russa. Ele recusou ordens para exigir a rendição ucraniana e questionou os objetivos do conflito, mesmo sabendo dos riscos pessoais que corria.
Antes do conflito, Kozak tentou buscar soluções diplomáticas, alertando para as consequências da guerra, como o ingresso da Suécia e Finlândia na Otan. Após sua recusa em seguir ordens, ele deixou o cargo e buscou distanciar-se do presidente, embora mantenha publicamente uma posição leal.
Essa dissidência é rara no círculo próximo de Putin, conhecido pelo controle rígido sobre a condução da guerra. Kozak também propôs reformas internas para proteger seu legado e manter contatos com emissários ocidentais.
No segundo dia da invasão russa à Ucrânia, Dmitry N. Kozak, um dos assessores mais próximos do presidente Vladimir Putin, recusou uma ordem para exigir a rendição ucraniana. Kozak questionou os objetivos da guerra e disse estar disposto a ser preso ou até morto por sua recusa.
Segundo fontes, durante uma ligação em viva-voz, altos funcionários da presidência russa ouviram este raro momento de discordância. Kozak, que era vice-chefe de gabinete de Putin e seu aliado há 30 anos, abandonou o cargo em setembro após tornar públicas críticas ao conflito.
Antes da invasão, Kozak tentou buscar uma solução diplomática, realizando longas negociações e alertando para consequências negativas, como o ingresso da Suécia e Finlândia na Otan. Em fevereiro de 2022, ele explicou que a Ucrânia resistiria e que sanções seriam duras, mas recebeu ordens para negociar apenas rendição, posição que rejeitou.
Após sua recusa, outros assessores assumiram as negociações. Kozak permaneceu no governo, mantendo contatos com emissários ocidentais e propondo reformas internas, como maior independência do judiciário. Fontes afirmam que ele buscava distanciar-se de Putin e proteger seu legado.
Embora continue leal publicamente, a dissidência de Kozak é uma das poucas do círculo íntimo do presidente, que mantém um controle rígido da condução da guerra.
Via InfoMoney