A Veste, antiga Restoque e agora controlada pelo BTG Pactual, alterou sua estratégia comercial para Le Lis e Dudalina. O foco passou de saldos para vendas a preço cheio, com 88% das vendas nesse modelo, contra 60% há seis anos.
A empresa otimizou estoques, reformou lojas e usou dados preditivos para coleções. Resultado: EBITDA de R$ 189,9 milhões e lucro de R$ 15 milhões nos nove meses, ante prejuízos anteriores. Expansão via franquias e digital fortalecem o crescimento.
A Veste do grupo Restoque surgiu em 1982 como Estoque, um outlet de saldos de marcas como Zoomp, Gloria Coelho e Fórum. Em 1988, lançou a Le Lis Blanc. Anos depois, como Restoque, adquiriu Bo.Bô, Dudalina, Individual e John John.
Em 2022, converteu dívidas em ações e adotou o nome Veste. Mudou foco: 88% das vendas agora a preço cheio, contra 60% seis anos antes. Em 2025, mira o ano mais rentável desde 2020.
Nos nove meses, EBITDA saltou de R$ 2 milhões em 2020 para R$ 189,9 milhões. Lucro líquido foi R$ 15 milhões, ante prejuízo de R$ 92 milhões. Reduziu estoques, fechou lojas, reformou unidades e ajustou coleções com dados preditivos.
Criou “jornada de venda”: peças lentas voltam ao centro de distribuição em São Paulo e vão para lojas de melhor desempenho. Evita promoções precoces. Para outono-inverno, prioriza composições em camadas, menos casacos pesados importados.
Le Lis, meia receita, reforma lojas: 40% no novo conceito, com EBITDA +58%. Dudalina vê +30%. Expansão via franquias: 21 de Dudalina, meta 30 em 2026; John John segue. Total: 187 lojas.
Digital representa 19% (lançou apps), atacado 22,4%. Em outubro, BTG Pactual comprou 49,7% da WNT. Caixa usado em reformas, sem laços com Banco Master.
Alexandre Afrange, CEO desde 2023 e cofundador, foca sucessão e longevidade das marcas. Base ativa Le Lis cresceu 4,4%.
Via InvestNews