Veste, agora do BTG Pactual, muda estratégia de Le Lis e Dudalina para preço cheio

Veste, sob controle do BTG Pactual, prioriza vendas a preço cheio em Le Lis e Dudalina, reduzindo promoções. EBITDA salta para R$ 189,9 mi e lucro volta em R$ 15 mi nos 9 meses.
24/11/2025 às 06:50 | Atualizado há 1 mês
               
Veste do grupo Restoque
Le Lis: outlet dos anos 80 vendido em out/24 por gestora de Vorcaro ao banco de Esteves. (Imagem/Reprodução: Investnews)

A Veste, antiga Restoque e agora controlada pelo BTG Pactual, alterou sua estratégia comercial para Le Lis e Dudalina. O foco passou de saldos para vendas a preço cheio, com 88% das vendas nesse modelo, contra 60% há seis anos.

A empresa otimizou estoques, reformou lojas e usou dados preditivos para coleções. Resultado: EBITDA de R$ 189,9 milhões e lucro de R$ 15 milhões nos nove meses, ante prejuízos anteriores. Expansão via franquias e digital fortalecem o crescimento.

A Veste do grupo Restoque surgiu em 1982 como Estoque, um outlet de saldos de marcas como Zoomp, Gloria Coelho e Fórum. Em 1988, lançou a Le Lis Blanc. Anos depois, como Restoque, adquiriu Bo.Bô, Dudalina, Individual e John John.

Em 2022, converteu dívidas em ações e adotou o nome Veste. Mudou foco: 88% das vendas agora a preço cheio, contra 60% seis anos antes. Em 2025, mira o ano mais rentável desde 2020.

Nos nove meses, EBITDA saltou de R$ 2 milhões em 2020 para R$ 189,9 milhões. Lucro líquido foi R$ 15 milhões, ante prejuízo de R$ 92 milhões. Reduziu estoques, fechou lojas, reformou unidades e ajustou coleções com dados preditivos.

Criou “jornada de venda”: peças lentas voltam ao centro de distribuição em São Paulo e vão para lojas de melhor desempenho. Evita promoções precoces. Para outono-inverno, prioriza composições em camadas, menos casacos pesados importados.

Le Lis, meia receita, reforma lojas: 40% no novo conceito, com EBITDA +58%. Dudalina vê +30%. Expansão via franquias: 21 de Dudalina, meta 30 em 2026; John John segue. Total: 187 lojas.

Digital representa 19% (lançou apps), atacado 22,4%. Em outubro, BTG Pactual comprou 49,7% da WNT. Caixa usado em reformas, sem laços com Banco Master.

Alexandre Afrange, CEO desde 2023 e cofundador, foca sucessão e longevidade das marcas. Base ativa Le Lis cresceu 4,4%.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.