Circula um vídeo falso que mostra integrantes do MST ameaçando invadir os Estados Unidos para libertar Nicolás Maduro. As cenas foram produzidas com inteligência artificial e não retratam eventos reais.
O MST desmentiu a ameaça e afirmou que o vídeo faz parte de campanhas de desinformação, usadas para atacar o movimento social. A ferramenta Sightengine identificou alto índice de manipulação na produção do vídeo.
A desinformação surge em meio a tensões entre os EUA e a Venezuela, após operação militar americana para capturar Maduro. O caso evidencia como vídeos falsos podem influenciar narrativas políticas.
Circula nas redes sociais um vídeo que mostra, supostamente, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ameaçando invadir os Estados Unidos para libertar o ditador venezuelano Nicolás Maduro. Contudo, o vídeo é falso. As imagens foram criadas com recurso de inteligência artificial (IA), conforme verificação de plataformas especializadas.
O vídeo, publicado no TikTok em 4 de janeiro e também compartilhado pelo WhatsApp, exibe pessoas vestindo roupas com símbolos que lembram o MST, com uma faixa onde está escrito “Maduro Livre”. Um homem usando megafone faz um discurso afirmando que o grupo está disposto a cruzar fronteiras para defender o líder venezuelano. No entanto, essa cena não é real: a ferramenta Sightengine detectou 99% de chance de o vídeo ter sido gerado por IA, incluindo 87% de chance de uso do Sora, tecnologia da OpenAI para criação de vídeos sintéticos.
O material apareceu logo após uma operação militar dos Estados Unidos na Venezuela para capturar Maduro, acusado por Donald Trump de comandar uma organização terrorista ligada ao narcotráfico. O presidente americano afirmou que conduzirá a administração do país até uma transição de governo e controlará o setor petrolífero.
O MST, por meio de seu site e redes sociais, desmentiu a ameaça atribuída ao grupo, afirmando que o vídeo falso faz parte de campanhas de desinformação promovidas por setores da extrema direita para atacar o movimento social, e lamentou que autoridades contribuam para a propagação de notícias falsas.
Via Fato ou Fake