Um crime chocante em Itumbiara (GO) expôs a violência vicária, um tipo de agressão que atinge mulheres por meio de ataques às pessoas próximas a elas. No caso, o agressor matou seus filhos e depois cometeu suicídio, usando os laços afetivos para causar dor psicológica.
Essa violência usa os vínculos emocionais para punir a mulher, frequentemente envolvendo filhos que são utilizados como meio de manipulação. Especialistas alertam que é um problema comum, pouco debatido, mas grave, vinculado a ameaças, manipulações e injusta culpabilização das vítimas.
Organizações de direitos humanos e a Defensoria Pública reforçam a necessidade de políticas públicas e conscientização para enfrentar esse crime, deixando claro que a responsabilidade é sempre do agressor e não da mulher vítima.
Um crime ocorrido em Itumbiara (GO) expôs a violência vicária, um tipo de agressão que ocorre quando o agresor fere pessoas próximas à mulher para atingi-la psicologicamente. No caso, o secretário de Governo Thales Machado matou os dois filhos e depois tirou a própria vida. Essa violência usa os vínculos afetivos da mulher para puni-la, de acordo com a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra.
Estela explica que, geralmente, os filhos são alvo porque representam o maior laço emocional da mãe. O agressor cria uma história para culpabilizar a mulher pelo crime, algo que ocorreu em Itumbiara, quando Thales divulgou uma carta citando uma suposta traição da esposa para justificar sua ação.
A secretária alerta que essa forma de violência é comum, mas pouco discutida, e envolve ataques a filhos, mães e até animais domésticos com o objetivo de manipular a vítima. Ela enfatiza que a responsabilidade pelo crime é do agressor, não da mulher.
O Instituto Maria da Penha reforça que a violência vicária é uma violação grave de direitos humanos, que precisa ser enfrentada com políticas públicas eficientes e informação qualificada. Essa violência pode se manifestar por meio de ameaças contra filhos, afastamento da convivência, manipulação emocional, falsas acusações e sequestro.
Por fim, a Defensoria Pública de Goiás destaca que mulheres vítimas não devem ser culpabilizadas e que atos de violência e feminicídio são crimes, deixando claro que a culpa é integralmente do agressor.
Via ES Hoje