Pesquisadores da Universidade de Wisconsin–Madison analisaram como vírus e bactérias evoluem em microgravidade na Estação Espacial Internacional. O foco foi no vírus bacteriófago T7, que ataca a bactéria Escherichia coli, mostrando mutações aceleradas em ambiente de baixa gravidade.
Os vírus desenvolveram proteínas que facilitam a infecção das bactérias, enquanto as bactérias evoluíram para resistir, criando um embate evolutivo. Quando trazidos à Terra, esses vírus mostraram maior eficácia contra bactérias resistentes a antibióticos, abrindo novas possibilidades para tratamentos contra infecções difíceis.
Essa pesquisa destaca como a microgravidade pode ser usada para desenvolver terapias com bacteriófagos mais eficientes, combatendo superbactérias que ameaçam a saúde global devido à resistência aos medicamentos tradicionais.
Um estudo recente da Universidade de Wisconsin–Madison analisou como vírus e bactérias evoluem em microgravidade, dentro da Estação Espacial Internacional (ISS). O foco foi no vírus bacteriófago T7, que ataca a bactéria Escherichia coli. O ambiente com pouca gravidade acelerou mutações em ambos, alterando sua interação e adaptabilidade.
Durante a pesquisa, os vírus desenvolveram proteínas de ligação que exigem menos contato para infectar as bactérias, tornando-os mais eficientes. Por outro lado, as bactérias também evoluíram, modificando seus receptores para resistir aos ataques dos vírus, uma adaptação que as fez agir como superbactérias no espaço. Esse mecanismo reflete um embate evolutivo acelerado entre os dois.
Ao retornarem à Terra, os vírus cultivados fora da gravidade terrestre mostraram maior eficácia contra cepas resistentes a antibióticos causadoras de infecções urinárias. Essa descoberta sugere que a microgravidade pode gerar vírus com potencial para combater bactérias multirresistentes, uma das maiores dificuldades da medicina atual.
A crescente resistência bacteriana aos antibióticos, consequência do uso excessivo desses medicamentos, representa uma ameaça à saúde global. A Organização Mundial da Saúde alerta que as ‘superbactérias’ podem causar até 10 milhões de mortes anuais até 2050, ultrapassando óbitos por câncer.
Essas pesquisas indicam um caminho promissor no desenvolvimento de terapias baseadas em bacteriófagos aprimorados em ambientes espaciais, oferecendo uma alternativa para enfrentar infecções que os tratamentos tradicionais não conseguem combater.
Via Super