Como é viver na ilha norueguesa onde o sol não se põe por 69 dias

Entenda como moradores da Noruega vivem com luz solar constante e sem horário fixo por 69 dias no verão.
22/02/2026 às 20:42 | Atualizado há 5 horas
               
Vida sem relógio em Somarøy, Noruega: Sol da Meia-Noite e Noite Polar surpreendem. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

Na Ilha de Sommarøy, no extremo norte da Noruega, o sol permanece visível por 69 dias consecutivos durante o verão, criando um fenômeno conhecido como Sol da Meia-Noite. Isso faz com que os moradores vivam sem a necessidade de horários tradicionais, seguindo os ciclos da natureza para suas atividades.

No inverno, o cenário muda completamente com a chegada da Noite Polar, quando a escuridão prevalece por meses e a Aurora Boreal pode ser vista. Essa alternância reforça a adaptação dos moradores aos extremos de luz e escuridão, influenciando seu ritmo biológico e estilo de vida.

Essa condição única oferece um olhar diferente sobre o tempo, permitindo que a rotina humana se conecte diretamente aos ciclos naturais, o que pode contribuir para a redução do estresse e melhorar o bem-estar dos habitantes.

A Ilha de Somarøy, no extremo norte da Noruega, é conhecida por desafiar o conceito tradicional de tempo. Entre maio e julho, o fenômeno do Sol da Meia-Noite mantém a região com luz solar constante, eliminando a necessidade de horários convencionais. Moradores aproveitam essa claridade para atividades ao ar livre a qualquer hora, como nadar ou pintar casas, sem seguir os relógios típicos.

Nessa ilha, a pesca e outras rotinas econômicas são determinadas pelo ambiente natural, como a maré e a presença de peixes, e não pelo toque do despertador. Um dos símbolos dessa prática é a “Ponte dos Relógios”, onde visitantes deixam seus relógios para representar o abandono do tempo rígido.

No inverno, o cenário se inverte: a Noite Polar traz escuridão completa por meses, iluminada ocasionalmente pela Aurora Boreal. Durante esse período, os habitantes focam em atividades internas e no convívio comunitário, reforçando uma vida menos presa ao relógio. Esse ciclo reforça a adaptação biológica local, onde o ritmo circadiano dos moradores se ajusta naturalmente aos extremos de luz e escuridão.

Somarøy exemplifica como a flexibilidade na percepção do tempo pode ajudar a reduzir o estresse e melhorar o bem-estar, conectando a rotina ao ambiente natural. Esse modelo, ao dispensar o controle do relógio, oferece um olhar diferenciado sobre a relação entre o ser humano e os ciclos naturais.

Via Olhar Digital

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.